Mostra exibe filmes de Peter Greenaway

Mostra exibe filmes de Peter Greenaway

Longas e curtas-metragens do mestre do originalidade para serem vistos e revistos

O cinema contemporâneo não seria o mesmo sem os experimentalismos de Peter Greenaway, cultuado diretor britânico. Em rara oportunidade, o Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro, apresenta Mostra de 17 longas de 1980 a 2015 e sete curtas-metragens de 1973 a 1979 com debate e distribuição de catálogo.

Nascido no País de Gales, há 74 anos, e vivendo hoje em Amsterdam, Greenaway ganhou fama com filmes como "Afogando em Números" (1988), "O Cozinheiro, o Ladrão, sua Mulher e o Amante"(1989), "A Última Tempestade" (1991), "O Livro de Cabeceira" (1996) e o recente e polêmico "Que viva Eisenstein! - 10 dias que abalaram o México" (2015), no qual narra a controversa visita do cineasta soviético pelo continente americano.

“A produção de Greenaway se destaca pelo aprofundamento da experiência do cinema em diálogo com as artes plásticas e a literatura, pesquisando e radicalizando a linguagem visual. Seus filmes explicitam o fazer cinematográfico e artístico, fugindo da narrativa clássica e propondo ensaios fílmicos. Outra característica importante do cineasta é sua relação com os novos meios tecnológicos de imagem e de distribuição, como o computador e a internet”, diz o curador da mostra Pedro Nogueira.

Goltzius and the pelican company, 2012, 128 min, digital. 18 anos

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A Pintura e o Cinema de Greenaway

Nascido no País de Gales, em 1942, e educado em Londres, Peter Greenaway estudou pintura por quatro anos e começou a fazer seus próprios filmes em 1966. Atualmente, vive em Amesterdam, na Holanda. Sua permanente produção cinematográfica abrange grande variedade de formas, o que inclui também trabalho curatorial e realização de exposições e instalações na Europa, do Palazzo Fortuny, em Veneza, e a galeria Joan Miro, em Barcelona, à galeria Boymans van Beuningen, em Roterdam, e ao Louvre, em Paris. Greenaway produziu longas-metragens, curtas-metragens e documentários, sendo regularmente nomeado para as competições do Festival de Cinema de Cannes, Veneza e Berlim. Publicou livros, libretos de ópera escrita e colaborou com os compositores Michael Nyman, Glen Branca, Wim Mertens, Jean-Baptiste Barriere, Philip Glass, Louis Andriessen, Borut Krzisnik e David Lang. Seu primeiro longa-metragem narrativo, "O contrato do amor", concluído em 1982, foi aclamado pela da crítica, estabelecendo-o internacionalmente como um cineasta original, uma reputação já consolidada pelos filmes "O Cozinheiro, o Ladrão, Sua Mulher e o Amante" e "Livro de Cabeceira", e mais recentemente pelo "As maletas de Tulse Luper".

Mostra Peter Greenaway

Término em 5 de dezembro

Centro Cultural Banco do Brasil - Rio de Janeiro

 Museu do Design: OMA reabilitou antigo edifício

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Livro reúne fotografias e poesia de Geraldo Melo

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