“Oásis” no Tomie Ohtake promove experiências imersivas

“Oásis” no Tomie Ohtake promove experiências imersivas

A obra foi idealizada na Itália pela artista Licia Galizia e pelo músico Michelangelo Lupone

   Monumental, a instalação escultórica-musical que evoca a participação do espectador resulta de pesquisa intitulada “Adamo (Adaptive Arte and Music Opera)”, viabilizada pelo Centro Ricerche Musicali de Roma, onde a obra foi lançada em 2014. “Oásis” chega ao Brasil trazida pelo Instituto Italiano di Cultura. A instalação foi concebida para gerar experiência multissensorial com possibilidade de mudanças de acordo com o percurso e movimentos do visitante. “Oásis” reage à posição do visitante, de forma altamente sensível. De acordo com o movimento do público, a obra altera-se. E não somente em relação aos gestos, mas também às condições do ambiente ao redor, como o passar do tempo, os ruídos e as variações de luz. Na imagem acima, detalhe "Oasi".

Altamente sensível

   A instalação tem duas áreas adjacentes e interligadas. E, em cada sala o visitante é convidado a entrar descalço, de modo a perceber melhor as formas, a qualidade vibracional do piso, a resposta musical diferente da função de sua posição, a quantidade e velocidade de seus movimentos. De um lado, a obra apresenta um conjunto de fendas nas paredes e no chão pelas quais luz e música emergem e permitem que os visitantes, ao andar entre elas, modifiquem sua compreensão: interrompendo os caminhos dos feixes de luz ou abafando os sons, por exemplo. Do outro lado, encontram-se estruturas sinuosas em fibra de vidro que envolvem e convidam os visitantes a adentrarem numa espécie de labirinto. Nesse espaço, o chão possui uma vibração que, somada a essas formas, origina novas sensações.

Licia Galizia e Michelangelo Lupone, Oásis, escultura-sonora, detalhe Foto de Fausto Cantone

Licia Galizia e Michelangelo Lupone, Oásis, escultura-sonora, detalhe Foto de Fausto Cantone

Espaço acústico

   O trabalho baseia-se em uma tecnologia idealizada pelo compositor Michelangelo Lupone e desenvolvida no Centro Ricerche Musicali capaz de produzir e difundir o som liberado pelos materiais naturais e sintéticos (metais, madeira, papel, vidro e seus derivados) utilizados e ativados em vibração com dispositivos eletrônicos especiais. Trata-se de sistemas multifônicos de escuta que conferem ao som as características de timbres próprios do material utilizado e permitem, através de uma irradiação pontual sobre toda a superfície, desenhar o espaço acústico em relação ao espaço arquitetônico, como as curvaturas das superfícies e os volumes ocupados.

Licia Galizia e Michelangelo Lupone – “Oasi” (Oásis)
Abertura dia 2 de junho de 2017
Término dia 16 de julho de 2017, às 20h
Instituto Tomie Ohtake, São Paulo
Mostra de "cinema realidade" grego contemporâneo

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“Molde - Conversas em torno da escultura e do corpo feminino”

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