Aline Matheus traz “Meu corpo será sempre o meu corpo”

Aline Matheus traz “Meu corpo será sempre o meu corpo”

Obras da escultora questionam as expressões humanas e a interminável exploração do corpo humano

Nesta individual, Aline Matheus propõe o resgate do corpo como matéria sensível e reveladora da essência de cada ser. Com curadoria de Paulo Branquinho, a mostra apresenta peças moldadas com ferro, aço, resina, barro, bronze e madeira. A artista abraça a nobre tarefa de reutilizar materiais derivados da indústria naval e peças de madeiras brutas de demolição e busca retirar estes pedaços do contexto que já tiveram, para transformá-las em obras de arte impregnadas de significação.

Expressões humanas

A escultora Aline Matheus apresenta suas obras, mostrando o corpo humano como veículo expressivo de sua interioridade. Uma intensa carga agrega gesto, corpo e movimento - temas recorrentes no trabalho da artista. O tecido que une todas as estruturas do corpo, compõem sua memória, esculpido pelas mudanças e transformações que cada ser encontra na sua história. Uma história que está marcada em cada corpo e que não pode ser apagada. Uma história que se torna viva através da transformação da matéria em expressão humana.

A construção do universo estético do trabalho exposto em “Meu corpo será sempre meu corpo” surgiu a partir do aprofundamento das experiências vividas por Aline Matheus na pesquisa sobre o movimento dos corpos e sua relação com o homem contemporâneo. “A padronização da aparência física, os prazeres oferecidos aos olhares através da exagerada exposição dos corpos, a possibilidade do uso da ciência na reprodução da vida e replicação da individualidade humana, transformou o corpo em um lugar de interminável exploração. Esse trabalho atribui outro sentido, outro valor ao corpo. Faz do corpo humano um lugar privilegiado da criação artística, capaz de unir o interior e o exterior. Um trabalho que é realizado de forma artesanal, em face das tecnologias industriais que caracteriza a época atual”, afirma.

“Meu corpo será sempre o meu corpo”
Abertura dia 8 de dezembro, às 19 horas
Até dia 29 de janeiro de 2017
Espaço Furnas Cultural, Rio de Janeiro
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