As fronteiras na Arte contemporânea em Angola

As fronteiras na Arte contemporânea em Angola

Com curadoria de Michelle Sales, “Daqui pra frente” traz ao Brasil obras que discutem passado e presente

   Délio Jasse, Monica de Miranda e Yonamine têm pelo menos dois fatores em comum: estão no auge da carreira com prêmios, participações em coletivas e realização de individuais pelo mundo e produzem obras que refletem as tensões nas relações entre ex-colônia e colonizador. “A representação da fronteira, excessivamente recorrente no pensamento atual, discute as trocas culturais que ocorrem na situação de pós-independência que muitas das ex-colônias vivem hoje. Na maioria das vezes, tais territórios são encarados como esquecidos, vigiados e vazios”, comenta a curadora. Acima, obra de Yonamine ("Once you go black you never go back", 2013, misto sobre tela, 230 x 190cm) que tem trabalhado com fatos sobre fatos.

Remexendo no baú colonial

Delio Jasse, Além Mar, fotografia, 2013

Delio Jasse, Além Mar, fotografia, 2013

   Délio Jasse  exibe uma série de fotografias, vídeos e instalações, fazendo um mapeamento da fronteira estética entre a Angola de hoje e as imagens submersas e muitas vezes escondidas de um passado colonial recente. 

Resistência ao tempo

Monica de Miranda,  

Monica de Miranda,  

   Angolana da diáspora, Monica de Miranda faz uma Fotografia autoral inspirada na sua própria referência de tempo e localização, com paisagens plurais que atravessam diversas fronteiras.

Yonamine junta camadas históricas

Yonamine, Sudoku#2, mista sobre tela, 100 x 80 cm, Coleção Helder Batáglia, 2006 - obra apresentada na ArtAfrica

Yonamine, Sudoku#2, mista sobre tela, 100 x 80 cm, Coleção Helder Batáglia, 2006 - obra apresentada na ArtAfrica

   Grafite, serigrafia e pintura misturam-se no conjunto de obra de Yonamine, que usa seleção especial de jornais como suporte para o processo criativo. As chamadas impressas nas publicações servem de pano de fundo para despertar uma reflexão mais profunda do cenário caótico vivido no mundo, com destaque para a Angola - país que permanece consumido cultural-econômico-socialmente desde a chegada dos primeiros invasores.

“Daqui pra frente – Arte contemporânea em Angola”

Caixa Cultural, Rio de Janeiro

Término dia 14 de maio de 2017, às 21h

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