As ideias e projetos de Grandjean de Montigny

As ideias e projetos de Grandjean de Montigny

Os traços do arquiteto francês desempenharam um papel relevante pelas transformações produzidas na paisagem do Rio de Janeiro

Com curadoria de Laura Abreu e Claudia Ribeiro, a exposição “Grandjean de Montigny e Rio de Janeiro no século XIX - Planos e projetos (reprodução acima do Paço do Sendo, 1848) de um arquiteto francês para uma metrópole em construção”, comemorativa dos 80 anos de criação do MNBA, apresenta o conjunto de obras de Montigny. O Museu possui a maior coleção pública, são cerca de 240 obras, de Grandjean de Montigny, que elaborou projetos que promoveram mudanças para a recepção da família Real e da corte portuguesa a partir de 1808.

Obras marcantes

Grandjean de Montigny (1776-1850) desembarcou no Rio de Janeiro por aqui em 1816, integrando a Missão Artística Francesa, chefiada por Joaquim Lebreton.  Montigny tinha como companhia, entre outros, Nicolas Taunay,  Debret,  Pradier eFerrez. Possuindo uma robusta formação, que incluía aulas na Academia de Arquitetura de Paris e estudos na Academia de França em Roma, além de muitas premiações, Montigny projetou obras que marcaram profundamente a arquitetura do Rio de Janeiro. Entre estas, estão a Academia Imperial de Belas Artes (da qual o MNBA é herdeiro de boa parte do acervo), o prédio da Praça do Comércio, atual Casa França-Brasil; e o Solar Grandjean de Montigny (na PUC-RJ).   

Originais e reproduções

Tendo em vista a expansão da cidade e a interligação entre áreas diversas da urbe, Grandjean de Montigny pensou a reordenação de algumas ruas do centro, a construção de palácios e do Senado do Império, e uma ligação do Passeio Público com bairros que começavam a surgir, como Botafogo e Laranjeiras. “A ideia é fazer com que o visitante percorra um Rio de Janeiro do inicio do século 19, numa perspectiva de visão do mar para o verde das montanhas que emolduram a sua inesquecível paisagem. E também observar as transformações ocorridas numa cidade colonial que embalava seu crescimento por abrigar a sede do Império português, mudando para sempre a realidade pré-existente”, afirmam as curadoras. A exposição exibe originais do acervo do Museu e reprodução de obras da Biblioteca Nacional, Museu D. João VI (da EBA/UFRJ), e do Arquivo Nacional.  

“Grandjean de Montigny e Rio de Janeiro no século XIX - Planos e projetos de um arquiteto francês para uma metrópole em construção”
Abertura dia 13 de janeiro, às 12h
Término em março
Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro
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