Basquiat na coleção Mugrabi

Basquiat na coleção Mugrabi

São 80 peças – parte do acervo da família Mugrabi - pinturas, desenhos, gravuras e pratos pintados

   O curador Pieter Tjabbes selecionou obras de Jean-Michel Basquiat (1960-1988) na Coleção do israelense Yosef Mugrabi, bilionário e  megacolecionador, que vive em Nova York. Tjabbes, holandês radicado no Brasil, as obras dessa Coleção “conseguem transmitir o que há de essencial na carreira de Basquiat”. Acima, detalhe de pintura - na íntegra ao final desta postagem - sinaliza o quanto Basquiat percebia o ambiente ao seu redor, o absorvia e o reproduzia em suas obras.

Jean-Michel Basquiat, Glenn, 1981

Jean-Michel Basquiat, Glenn, 1981

Jean-Michel Basquiat, Old cars, 1981

Jean-Michel Basquiat, Old cars, 1981

   Jean-Michel Basquiat, Hand Anatomy, 1982

   Jean-Michel Basquiat, Hand Anatomy, 1982

Michael Halsband fotografou Basquiat na porta do Printmaking Studio Paris, França, julho de 1985

Michael Halsband fotografou Basquiat na porta do Printmaking Studio Paris, França, julho de 1985

Períodos significativos

   Tjabbes diz que, do início da carreira, “destacam-se os desenhos do artista pouco valorizados na época, que mostram um Basquiat mais transparente e independente”. Da primeira metade da década de 1980, período considerado o mais produtivo, Tjabbes selecionou Hand Anatomy (Anatomia da Mão, 1982), Old Cars (Carros Velhos, 1981), Rusting Red Car (Carro Vermelho Enferrujado, 1984) e Loin (Lombo, 1982).

Andy Warhol e Basquiat produziram e expuseram juntos em Nova York, em 1985

Andy Warhol e Basquiat produziram e expuseram juntos em Nova York, em 1985

   A exposição apresenta também quatro obras produzidas por Basquiat e Andy Warhol (1928-1987): Heart Attack, 1984; Thin Lips, 1984/85; Eggs, 1985 e Sem título (Two Dogs), 1984.

Andy Warhol and Jean-Michel Basquiat, Eggs, acrílica sobre tela, 80 x 111 cm, 1985

Andy Warhol and Jean-Michel Basquiat, Eggs, acrílica sobre tela, 80 x 111 cm, 1985

 Porta-voz de minorias

   Ao viver numa Nova York que exalava questionamentos, Basquiat abraçou os sentimentos de uma minoria a qual pertencia e partiu para os muros da cidade. Imprimiu estilo próprio em uma intensa produção e deixou marcas que foram seguidas por quem veio depois dele.

   Por ter atuado em curto período, Basquiat destaca-se pela forma rápida de tornar-se notável. Museus disputam ainda hoje suas obras, que ganham cada vez mais valor.

Basquiat retocando uma vitrine com obras em 1985

Basquiat retocando uma vitrine com obras em 1985

   Uma de suas pinturas, por exemplo, foi vendida em leilão realizado em 2017, em Nova York, por US$ 110 milhões. Seu recorde havia sido em 2016, quando uma peça foi comprada por US$ 57 milhões.

Politizado

   Artista com formação e vivência diversificada na sociedade, Basquiat dialogou com os debates políticos de sua época sobre temas que continuam atuais no mundo de hoje como a discriminação contra minorias, o respeito às diferenças raciais e de gênero.

Basquiat, Jean-michel.jpg

   Tjabbes conclui que esses temas estão todos lá, nas obras: “Não podemos esquecer que se trata de um artista de pele negra, de origem caribenha, que, embora criado em ambiente de classe média, sofreu série de preconceitos raciais presentes na sociedade norte-americana daquele tempo.”

Jean-Michel Basquiat, 1988 (Detroit Institute of Arts)

Jean-Michel Basquiat, 1988 (Detroit Institute of Arts)

Jean-Michel Basquiat – Obras da Coleção Mugrabi 

Abertura, dia 25 de janeiro

Término, dia 7 de abril 

Centro Cultural Banco do Brasil – São Paulo

Jean-Michel Basquiat, obra assinada, 1981

Jean-Michel Basquiat, obra assinada, 1981

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