“Avenida Paulista” reúne obras de 59 artistas

“Avenida Paulista” reúne obras de 59 artistas

A coletiva toma a avenida como eixo central, abordando suas dimensões históricas, sociais, econômicas, culturais e antropológicas

 Com mais de 120 anos e 2.800 metros de extensão, a avenida Paulista tornou-se um dos principais símbolos da cidade de São Paulo. Marcada pela pluralidade de suas ocupações e de seus públicos, e pelas transformações urbanas que sofreu desde sua inauguração, a avenida é composta por múltiplas facetas. Inicialmente uma região residencial, tornou-se um importante centro comercial e financeiro, bem como um polo cultural e turístico. Atualmente, é um ponto de encontro de culturas urbanas, palco de protestos e manifestações, e um local de passagem e conexão entre a periferia e o centro expandido da cidade, em que o MASP, de algum modo, é seu epicentro. A exposição apresenta pelo menos 150 obras de 16 artistas contemporâneos (acima Mauro Restiffe, 2017), que realizaram novos projetos específicos para essa exposição, e outros 43 artistas que já pensaram e retrataram a avenida em trabalhos passados (inclui Agostinho de Freitas, que o Museu também apresenta em retrospectiva até abril - confira Aqui).

Marcius Galan, 2017

Marcius Galan, 2017

Assinam a curadoria Adriano Pedrosa, diretor artístico do MASP, e Tomás Toledo, curador, com Camila Bechelany, Fernando Oliva e Luiza Proença, também curadores do Museu.

Guilherme Gaensly, Arquivo da Cidade de São Paulo

Guilherme Gaensly, Arquivo da Cidade de São Paulo

Núcleo contemporâneo 

 A coletiva traz como novidade um núcleo contemporâneo, de obras comissionadas especialmente para a exposição. Desta forma, a mostra irá abordar não apenas as histórias, a paisagem e a arquitetura da avenida, mas também levantará temas importantes de seu cotidiano, como as manifestações políticas; o direito à cidade; a população em situação de rua; a gentrificação; e as questões de gênero e a sexualidade (do Parque Trianon à Parada do Orgulho LGBT).

Sérgio Bertoni, 2017

Sérgio Bertoni, 2017

Os artistas com trabalhos comissionados pelo museu são: Ana Luiza Dias Batista, André Komatsu, Cinthia Marcelle, Daniel de Paula, Dora Longo Bahia, Graziela Kunsch, Ibã Huni Kuin (com Bane Huni Kuin e Mana Huni Kuin), Lais Myrrha, Luiz Roque, Marcelo Cidade, Marcius Galan, Mauro Restiffe, Renata Lucas e Rochelle Costi.

Núcleo iconográfico

 O núcleo iconográfico mostra obras existentes, que já trouxeram reflexões acerca desse espaço, passando por diversas temáticas. São obras de 3NÓS3, Agostinho Batista de Freitas, Antônio Moraes, Autores desconhecidos, Camerindo Ferreira Máximo, Carlos Fadon, CIA de Foto, Cildo Meireles, Cláudia Andujar, Cristiano Mascaro, Dulcinéia Aparecida Rocha, Edison Pacheco Aquino, Edu Garcia, Eduardo Castanho, Enzo Ferrara, Ferreira Gullar, Gabriel Zellaui, Guilherme Gaensly, Hans Gunter Flieg, Ivan Grilo, Ivo Justino, Juan Pérez Agirregoikoa, Juca Martins, Jules Martin, Kleide Teixeira, Lina Bo Bardi, Luis Carlos Santos, Luiz Hossaka, Luiz Paulo Baravelli, Márcia Alves, Maria Luiza Martinelli, Maurício Simonetti, Maximiliano Scola, Mick Carnicelli, Milton Cruz, Nair Benedicto, Roberto Winter, Rômulo Fialdini, Sérgio Bertoni, Sonia Guggisberg, Thomaz Farkas, Waldemir Gomes de Lima, Werner Haberkorn e William Zadig.

Eduardo Castanho, fotografia

Eduardo Castanho, fotografia

“Avenida Paulista”
Abertura dia 16 de fevereiro, às 20h
Término dia 28 de maio
Museu de Arte de São Paulo, São Paulo
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