Derlon mostra pinturas poéticas na Artur Fidalgo

Derlon mostra pinturas poéticas na Artur Fidalgo

"O reinado da lua" apresenta pinturas e instalações do pernambucano  

   Nesta individual, Derlon apresenta dez pinturas que dialogam entre o Sol, a Lua e a Terra, numa resultante de pesquisa desses três personagens tendo a Lua como protagonista. Além das pinturas, o artista traz uma instalação de pequeno formato e um mural que reúne estudos e pesquisas, uma "pintura esboço”. E em destaque na área externa da Galeria, o espectador vai encontrar uma grande instalação, realizada em parceria com a cenógrafa Gigi Barreto. Na imagem acima, "O reinado da lua", detalhe. 

Influências nordestinas

   Autodidata, Derlon explora temas da cultura popular e teve a oportunidade de conviver com Gilvan Samico em 2008 quando desenvolveu exposição no .47 ̊ Salão de Artes Plasticas de Pernambuco. Na adolescência, Derlon transitou na arte urbana ao experimentar o Grafite. No Rio de Janeiro, fez primeira individual em 2011 na Artur Fidalgo, aonde retorna hoje com esta individual. 

Trilha de sucessos

   Derlon tem construído carreira com produção de murais monumentais. Na primeira individual no Rio de Janeiro, trouxe do Sertão do Ceará inspiração para retratar a vida de 72 famílias da região. O artista combinou técnicas de xilogravura e grafite para pintar a fachada das casas dos agricultores locais, com traços da iconografia regional do Nordeste. O resultado foi a mostra "Ouro Branco", em cartaz na Artur Fidalgo, em 2014. As pinturas foram fotografadas pelo argentino Pablo Saborido e as imagens foram impressas com a técnica lambe-lambe especialmente para a Mostra, que passou por São Paulo e depois a Paris.

 Derlon pintou casas de 72 famílias no Sertão do Ceará e depois mostrou em individual no Rio

Derlon pintou casas de 72 famílias no Sertão do Ceará e depois mostrou em individual no Rio

   Na Europa, produz obras em fachadas de prédios: Amsterdam, 2012; Lisboa, 2012; Newcastle, 2013; Nantes e Paris, 2014 e Londres, 2016. Recentemente, produziu um painel permanente dentro da Embaixada do Brasil em Londres e participou de evento sobre a relação entre a sua arte e a influência do movimento Mangue Beat, que surgiu em Recife, na década de 1990, liderado pelos músicos Chico Science e Fred Zero 4. Na oportunidade, Derlon abordou o uso da linguagem universal do grafite com o cordel, uma das mais peculiares formas da cultura popular nordestina, que ele utiliza para desenvolver a sua Arte.

"O reinado da lua" - Derlon
Abertura, dia 29 de maio de 2018, de 19h às 22h 
Término, dia 27 de junho de 2018
Artur Fidalgo Galeria, Rio de Janeiro
Obras inéditas de Delson Uchôa na Anita Schwartz

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Obras em "Mergulho" de Pizarro valorizam a Fotografia

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