Elisa Castro traz "Não ceder ao Medo" ao Hélio Oiticica

Elisa Castro traz "Não ceder ao Medo" ao Hélio Oiticica

A proposta é que, como uma criança, pulemos o muro do medo que silencia a violência e produz a inércia 

A mostra apresenta trabalhos produzidos a partir do ponto de vista de estudantes e professores sobre Violência. Pelo menos quarenta bandeiras brancas foram bordadas retratando a simbologia das experiências que cada um tem no dia a dia de uma comunidade em Niterói, cidade no Estado do Rio de Janeiro, durante o ano de 2017. Os trabalhos surgiram a partir de ações da artista Elisa Castro, que também é professora. Ela ouviu histórias e coletou depoimentos sobre medos envolvendo a comunidade no entorno da escola, mobilizando o espaço público. 

 Uma das quarenta bandeiras que revelam o sentimento de uma comunidade de Niterói-RJ sobre Medo

Uma das quarenta bandeiras que revelam o sentimento de uma comunidade de Niterói-RJ sobre Medo

Temores expostos

Elisa Castro coletou os depoimentos escritos através de uma urna e chamou a atenção do público através de uma grande faixa "Não ceder ao Medo" na entrada da escola. A urna não apenas colheu os temores específicos sobre o espaço escolar, mas também sobre outras tantas temáticas. Diante do exposto, as bandeiras, simbolicamente brancas, foram desenhadas e bordadas por integrantes da comunidade escolar.  

Arte e Educação juntas  

Esta exposição propõe a análise e o diálogo entre Arte e Educação, como possibilidades de pensar a história, a sociedade, a política e as relações entre sujeito e espaço. “A mostra é fruto de intervenções artísticas realizadas durante um ano em uma escola pública localizada em uma comunidade na qual frequentemente estudantes sofrem com intervenções policiais justificadas pelo poder público como 'combate' à venda e ao tráfico de drogas", diz Elisa Castro, que incluiu o processo de escuta ao Projeto - característica marcante em suas obras. E, durante as aulas, enquanto se escutavam, cada estudante representava seu medo,  através de desenhos bordados sobre tecido. 

 Depois da fala, a partir do bordado, sentimentos sobre o Medo foram aplicados sobre o tecido branco

Depois da fala, a partir do bordado, sentimentos sobre o Medo foram aplicados sobre o tecido branco

 "Para 'Não ceder ao Medo' devemos levantar nossa bandeira e mostrar nela o que é mais íntimo em nós, avançando sem temer o porvir” Elisa Castro

 

Sobre a artista

Elisa Castro tem como eixo principal de seu trabalho a escuta como possibilidade poética e prática artística. Desde 2007, participa de exposições nacionais e internacionais, entre elas estão a 17ª Bienal de Cerveira (Portugal), IV Bienal Internacional da Bolívia (La Paz), 7ª Bienal de Arte do Mercosul: Grito e Escuta (Porto Alegre-BR). Suas obras estão nas coleções permanentes do Museu de Arte do Rio (MAR), Museu de Arte Moderna (MAM-RJ) e Fundação Bienal de Cerveira.

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 "Não ceder ao Medo"  

Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, Rio de Janeiro

Abertura, dia 01 de dezembro de 2018, às 14h

Término, dia 28 de janeiro de 2019

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