Feira SP-Arte conquista o título de Festival

Feira SP-Arte conquista o título de Festival

Nesta edição 2017, o evento cresce e toma a capital paulista

   Além de agregar a maioria das galerias nacionais, importantes galerias estrangeiras e o setor de Design, a 13ª SP-Arte promove uma série de ações por São Paulo, uma das dez cidades mais importantes do mundo quando o tema é Arte. Na imagem acima, obra do fotógrafo e escultor baiano Mario Cravo Neto ((1947-2009) - "Noélia", 1978, cibachrome, 50 x 60 cm) que é trazido pela Paci Contemporary Gallery, de Brescia-Itália. 

   O envolvimento começa com inúmeras aberturas de exposições e atividades especiais paralelas ao evento, apresentando seleção do melhor da arte brasileira e internacional. “O nosso trabalho, ao longo de mais de uma década, foi sempre no sentido de democratizar o acesso à arte, trabalhando pela formação de novos apreciadores e colecionadores, fazendo circular ideias e informações, divulgando eventos e exposições, criando prêmios de incentivo e ações como o 'Gallery Night', que tem como foco ocupar a cidade com arte e convidar o público a transitar por bairros paulistanos, visitando galerias e museus”, afirma Fernanda Feitosa, diretora e fundadora da SP-Arte.

Berenice Arvani traz Rubem Valentim (Painel Emblemático, 1984, protótipo, madeira pintada, 71x75 cm) que foi selecionado para o novo setor dos renomados chamado de "Repertórios" 

Berenice Arvani traz Rubem Valentim (Painel Emblemático, 1984, protótipo, madeira pintada, 71x75 cm) que foi selecionado para o novo setor dos renomados chamado de "Repertórios" 

Pavilhão é o epicentro do evento

   O envolvimento começa com inúmeras aberturas de exposições e atividades especiais paralelas ao evento, apresentando seleção do melhor da arte brasileira e internacional. Mas, o ponto principal dessa celebração à Arte continua sendo o Pavilhão da Bienal, onde acontece a Feira onde estão reunidas pelo menos 120 galerias de arte moderna e contemporânea do Brasil e do mundo.

Foto de Heini Schneebeli feita no estúdio da artista em Berlim com ela própria sendo modelo na obra "Shoes for departure", 1991, ametista / Cortesia do acervo de Marina Abramovic

Foto de Heini Schneebeli feita no estúdio da artista em Berlim com ela própria sendo modelo na obra "Shoes for departure", 1991, ametista / Cortesia do acervo de Marina Abramovic

Mostra de vídeos

  SP-Arte e Videobrasil unem forças e apresentam no Galpão VB a mostra “Nada levarei quando morrer, aqueles que me devem cobrarei no inferno” - seleção de trabalhos em vídeo de artistas brasileiros centrais da cena contemporânea.

“Gallery Night” paulistana

  O Festival traz a segunda edição do “Gallery Night”, nos dias 3 e 4 de abril. O evento oferece programa especial durante os dois dias na Vila Madalena, em Pinheiros, Itaim e nos Jardins. São visitas guiadas a museus e inúmeras exposições em galerias e instituições organizadas para o período deste evento.

Setor Geral - A estrela da Feira

  Neste ano, a Feira mantém status de top mundial com a presença de galerias de Londres, Berlim, Nova York e três da Itália. Da América Latina, estão famosas como a Collage Habana (Havana), El Museo (Bogotá), kurimanzutto (Cidade do México) e Sur (Montevidéu). No campo nacional, predominam as galerias de São Paulo – que se firma cada vez mais como polo da Arte no Brasil.

Carlos Vergara (Circa, 1980, série Grades, acrílica e vinil sobre lona crua / Foto de João Vergara) vai estar no setor geral representado carioca Ronie Mesquita Galeria de Arte

Carlos Vergara (Circa, 1980, série Grades, acrílica e vinil sobre lona crua / Foto de João Vergara) vai estar no setor geral representado carioca Ronie Mesquita Galeria de Arte

Galerias estreantes no Pavilhão

   Nesta 13ª edição, a Feira traz 20 estreias: Brasil – Entre outras, estão a Central e Superfície, de São Paulo; e a Portas Vila Seca, do Rio de Janeiro. Fotografias do Japão - As galerias Taka Ishii, do Japão, e a londrina White Rainbow são especializadas em arte japonesa e darão destaque em seus estandes à Fotografia do país. Berlim - A galeria KOW, forte na atual cena de Berlim, estreia na SPArte. EUA - Também participará pela primeira vez a galeria Cheim&Read, de Nova York, que trará três artistas mulheres centrais na arte da metade do século XX: Louise Bourgeois, Lynda Benglis e Joan Mitchell. Itália - Studio d'Arte Campaiola, de Roma, especializada em arte moderna e contemporânea; a P420, de Bolonha; e a Paci Contemporary, de Brescia. Portugal - Francisco Fino e a Madragoa, de Lisboa, e a Kubikgallery, do Porto. Duas retornam ao evento: Baginski e Filomena Soares.

Novo Setor para renomados

   Intitulado “Repertório”, esse novo setor tem curadoria de Jacopo Crivelli Visconti e foi criado com o intuito de apresentar artistas brasileiros e internacionais fundamentais para a compreensão das práticas artísticas contemporâneas, com nomes ainda não devidamente reconhecidos pelo público. O curador fez a seleção,  respeitando um recorte cronológico – os artistas escolhidos nasceram antes dos anos 1950, e as obras apresentadas foram produzidas até o final da década de 1980. Entre os artistas estão Pino Pascali, ligado à Arte Povera; Richard Long, um dos mais importantes artistas ingleses da segunda metade do século XX; e Lothar Baumgarten, artista alemão com uma obra profundamente influenciada pela paisagem, história e cultura amazônica brasileira. Do Brasil, os destaques são o fotógrafo e escultor baiano Mario Cravo Neto (1947-2009); Rubem Valentim; e Guilherme Vaz, carioca, um dos pioneiros da arte conceitual e sonora.

Richard Long (S/Título, 2010, argila branca chinesa sobre cartão preto, 155 x 104 x 6 cm) é representado pela unidade Milão da Lisson, uma das mais antigas em Londres, desde 1967

Richard Long (S/Título, 2010, argila branca chinesa sobre cartão preto, 155 x 104 x 6 cm) é representado pela unidade Milão da Lisson, uma das mais antigas em Londres, desde 1967

Mostras Individuais

   Em sua quarta edição, o “Solo”, com curadoria de Luiza Teixeira de Freitas, voltado a individuais de artistas contemporâneos – recebe obras de artistas representados por galerias que participam do evento, entre elas as estreantes Francisco Fino, de Lisboa; Lamb Arts, de Londres; Central e Superfície, de São Paulo; e Portas Vila Seca, do Rio de Janeiro.

Galerias recém-abertas

   “Showcase” é o setor dedicado a jovens galerias nacionais e estrangeiras. Este ano, a SP-Arte reforça o mercado, trazendo muitas estreantes neste Setor. Entre elas, Cavalo, do Rio de Janeiro; Aura, de Porto Alegre; Periscópio, de Belo Horizonte; Luis Maluf, de São Paulo; Vila Thorey, de Vitória.

Performances em parceria com o Belas Artes

   Este é o terceiro ano da realização de performances na SP-Arte, realizadas em parceria com o Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, apresentando dez performances no Pavilhão da Bienal. Os dez selecionados têm acompanhamento de projeto com a artista Paula Garcia, havendo ainda conversas online e presenciais.

O sucesso do Design

Juliana Llussá, Mesa Roca, 2014, madeira freijó e mármore

Juliana Llussá, Mesa Roca, 2014, madeira freijó e mármore

   Não há discordância sobre o enorme sucesso do setor Design na SP-Arte. Voltado a mobiliário, iluminação, antiquário e objetos, o Setor agradou público e crítica em 2016. Nesta edição, vai repetir a apresentação do melhor da produção nacional e expande o número de participantes. Retornam galerias como Artemobilia, ETEL, Firma Casa, Hugo França, Mercado Moderno, Ovo e Pé Palito; e estreiam outras como Apartamento 61, Herança Cultural, Lumini e Resplendor. Nomes como Sergio Rodrigues, Zanine Caldas, Lina Bo Bardi e Jorge Zalszupin estão presentes, assim como a geração contemporânea como Zanini de Zanine, Jader Almeida e Irmãos Campana.

A MeMo apresenta o Banco 15 (madeira ipê, tiragem de oito peças) que Zanini de Zanine criou em homenagem aos 15 anos de morte do seu pai - o mestre José Zanine Caldas (1919-2001)

A MeMo apresenta o Banco 15 (madeira ipê, tiragem de oito peças) que Zanini de Zanine criou em homenagem aos 15 anos de morte do seu pai - o mestre José Zanine Caldas (1919-2001)

Integração com a Japan House

  Com curadoria de Marcello Dantas, um espaço especial apresenta a vertente criativa do Japão. O objetivo da SP-Arte é integrar-se à Japan House em São Paulo, apresentando obras e galerias que representam a arte japonesa. O elemento articulador desse espaço é a alternância entre a obsessão japonesa pela precisão e um traço mais livre e poético.  

SP-Arte - Festival Internacional de Arte
“Gallery Night”, nos dias 3 e 4 de abril, programa em bairros de São Paulo
Preview, dia 5 de abril, apenas para convidados, no Pavilhão da Bienal
De 6 a 8 de abril, das 13h às 21h; dia 9 de abril, das 11h às 19h
Pavilhão da Bienal Parque Ibirapuera, Portão 3, São Paulo
Ingresso a R$ 45,00, meia por R$ 20,00, até 10 anos têm entrada franca e é aceito o Vale-Cultura para desconto de metade do valor do ingresso.  Bilheteria fechada 30 minutos antes do término do evento.
Mostra apresenta 290 originais de J.Carlos

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Gabriela Gusmão mostra obras a partir da Itália

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