Festival Internacional de Mosaico reúne 45 artistas em Buenos Aires

Festival Internacional de Mosaico reúne 45 artistas em Buenos Aires

Oito brasileiros participam do “Musiv.ar17”, organizado pela mosaicista Liliana Waisman

   Esta é a primeira edição do Festival em Buenos Aires. "O objetivo do evento é difundir o Mosaico como Arte na Argentina, apresentando obras de artistas internacionais, e inserir o Mosaico argentino no contexto internacional", afirma a artista e arquiteta Liliana Waisman, que também assina a curadoria. O Festival vai acontecer durante dez dias com entrada franca para todas as atividades. Na imagem, detalhe da obra "Paisagem em Movimento", de Moema Branquinho, 2014 (reprodução completa ao final). 

Programação elaborada

   O Festival inclui, além da exposição principal de obras, participação dos artistas em palestras, aulas, demonstrações específicas, visita guiada a autênticos murais de Buenos Aires, interação temática com o mosaico durante a abertura de shows de música e dança. Destacando-se a oficina de mosaico para crianças e a palestra do mestre italiano Giulio Menossi no sábado, dia 22 de abril, às 18h. 

Mosaico contemporâneo

   O Festival proporciona, pela primeira vez na Argentina, a reunião de obras de 45 artistas de mosaico com origens em vários países. Da Argentina, estão Gabriela Franco, Laura Galeazzi, Adriana Mufarrege, Gastón Andreata, Andrea Wenner, Marcelo Adrián Gaggino, Eliana Schiave, Mariela Gatto, Victoria Carboni, Sérgio Policichio, Marino Santa María, Cristina Romero e Liliana Waisman, produtora do evento. Do Brasil, participam Moema Branquinho, Carolina Kawall, Beatriz Pereyra, Catia Usevisius Malla, Rosangela Kusman Gasparin, Rosemarie Castro, Magaly Floriano e Mari Sangol.  Artistas de outros países: Giulio Menossi, Virginia Zanotti e Dino Maccini da Itália; Marianne Minuzzi e Ariane Blanquet da França; Olga Goulandris de Grece; Marian Shapiro da Austrália, Ángela Zimek, Áustria; Ninit Keren e Erela Kedem de Israel; Cecilia Kremer, Angela Sanders e Kelley Knickerbocker dos Estados Unidos; Erin Pankratz e Suzanne Spahi do Canadá; Vanessa Rivera, Porto Rico; Hugo Vidal, México; Juana Guaraglia, do Uruguai; Isidora Paz López, Paula Lagos Lehuedé e Claudia Miranda, Chile.

Destaque carioca no Festival

   Entre os brasileiros, Moema Branquinho foi quem trouxe ao Atelier.Guide a notícia do Festival. Ela foi a única mosaicista capa-entrevista da versão impressa do Atelier que circulou no Brasil entre 1997-2008. Moema vem desenvolvendo notável conjunto de obras em Mosaico. Assina, por exemplo, o banco monumental na beira da Lagoa Rodrigo de Freitas, cartão postal da cidade. Atua também como professora de curso de especialização em Mosaico e faz parte do corpo docente da Universidade Santa Úrsula.

Moema Branquinho, banco de Gaudí, 2013, mosaio, instalado na orla da Lagoa, Rio de Janeiro

Moema Branquinho, banco de Gaudí, 2013, mosaio, instalado na orla da Lagoa, Rio de Janeiro

   Moema Branquinho é filha da pintora Maria Teresa Vieira (1932-1998) e do escultor português José Cesar Branquinho. Frequentou a EAV-Parque Lage onde teve aulas com Reynaldo Roels Jr, Iole de Freitas, Guilherme Blater, El Jaick. Com Celeida Tostes, fez a Oficina Arte do Fogo e desenvolveu habilidade com material cerâmico e vítreo. Em 1987, foi para a França, onde estudou por seis anos na École Nationale Supérieure des Beaux-Arts de Paris. Tem no currículo inúmeras exposições individuais, obras realizadas em espaços físicos públicos e privados e participou de várias coletivas no Brasil e no exterior. 

Moema Branquinho, Metamorfose, 1998-2017, 21,5cm x 76cm x 10cm / Foto: Edite Coelho

Moema Branquinho, Metamorfose, 1998-2017, 21,5cm x 76cm x 10cm / Foto: Edite Coelho

   No Festival, Moema Branquinho apresenta "Metamorfose", obra que está em progresso desde 1998, composta por três módulos:  (A) Metal, mármore, granito, vidro derretido, refugo de cacos de cerâmica, smalti, pigmento e cimento sobre madeira; (B) Smalti, mármore, granito, vidro derretido, pigmento e cimento sobre madeira; e (C) Vidro derretido, granito, mármore, pasta vítrea, parabrisa, pigmento, cimento sobre madeira. 

Texto sobre a Série

   "Paisagens são um dueto de camadas do solo e feridas em um corpo em agonia... o contraste entre a terra, erosão, rios, ritmo e movimentos da terra, sugerem sensações às vezes orgânicas, às vezes minerais. Retratando caminhos imaginários, esses fragmentos de uma paisagem, captura a tensão entre materiais duros e elegantes. Suas linhas delicadas, formas e texturas estão em harmonia, suavizando a brutalidade natural das rochas. Explorando a opacidade, os efeitos brilhantes e translúcidos dos materiais, criando um diálogo fluido entre as formas orgânicas e a paisagem imaginária".

Festival Internacional de Mosaico Contemporâneo

Abertura dia 19 de abril de 2017, às 15h

Término dia 29 de abril, às 20h

Galeria de Arte Newbery Central, Buenos Aires

Moema Branquinho, Paisagem em Movimento, mosaico, 2014

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