“Fronteiras, limites, interseções: entre a Arte e o Design” 

“Fronteiras, limites, interseções: entre a Arte e o Design” 

Exposição transita entre os dois setores destacando a diversidade criativa nacional

   Com curadoria de Marcus de Lontra Costa, a Exposição investiga as relações entre a Arte e o Design, reunindo obras de artistas plásticos brasileiros modernos e contemporâneos em diferentes linguagens e processos criativos que passeiam entre trabalhos de designers brasileiros notórios e emergentes com estilos diversificados. O objetivo principal da mostra é evidenciar a heterogeneidade da produção nacional nos dois setores. Na imagem acima, Lina Bo Bardi, Bowl chair, 1951. 

Influências estrangeiras

   A curadoria fez recorte com obras marcadamente influenciadas pelo contato com as vanguardas históricas internacionais e escolheu obras de diferentes mídias, como mobiliário, escultura, instalação, desenho, pintura, objeto, fotografia, estudo, gravura, cerâmica, etc. Há peças pertencentes a coleções públicas, particulares e do acervo de artistas, herdeiros, galerias e instituições.

Diálogo harmônico

   Para criar conexões e estabelecer um diálogo harmônico entre as obras, a curadoria analisou questões relacionadas à gênese criativa, investigação e experimentação artística, provocações estéticas, humanização e avanço tecnológico, perpetuação dos objetos de design, seu poder comunicativo e sua capacidade de representar anseios subjetivos individuais e coletivos estão entre as reflexões suscitadas no desenho curatorial.

Felipe Barbosa, Condomínio

Felipe Barbosa, Condomínio

   “Fronteiras, limites, interseções: entre a Arte e o Design” apresenta obras históricas de Abraham Palatnik, Amelia Toledo, Amilcar de Castro, Franz Weissmann, Iole de Freitas, Ione Saldanha, Irmãos Campana, Joaquim Tenreiro, Lina Bo Bardi, Oscar Niemeyer, Paulo Mendes da Rocha, Roberto Moriconi, Sérgio Rodrigues, Ubi Bava e Zanine Caldas. Esses artistas e designers que marcaram um período da produção nacional juntam-se à recente e vibrante produção contemporânea de uma novíssima geração, como Adriana Varejão, Angelo Venosa, Artur Lescher, Beatriz Milhazes, Emmanuel Nassar, Ernesto Neto, Estela Sokol, Felipe Barbosa, Fernanda Gomes, Hugo França e os irmãos Campana. “Uma peça ou estrutura de design traz consigo a preocupação marcante de seu criador com a interface humana, orgânica, sensível e psicológica, que irá dialogar diariamente com as suas criações. Os aspectos sensoriais e simbólicos do design que nunca antes foram tão valorizados são responsáveis por identificar determinada cadeira, aparelho de celular ou peça de roupa como sendo de um indivíduo ou grupo específico e não simplesmente universais, escapando assim do lado perverso da massificação industrial”, diz o curador Marcus Lontra.

Quatro vertentes

   A Exposição visa abordar pelo menos quatro eixos. O primeiro engloba artistas cujas obras investigam os limites entre a arte e o design, ao realizarem trabalhos cuja materialidade ou modo de operar se relaciona intimamente com a produção industrial, explorando de que modo determinados insumos ou restos industriais e artigos utilitários do quotidiano podem ser convertidos em poderosos dispositivos de provocação estética. O segundo é dos designers cujos trabalhos incorporaram procedimentos técnicos e questionamentos conceituais oriundos de períodos ou movimentos artísticos, em especial do século XX cujos objetos utilitários dialogam diretamente com as experimentações artísticas de movimentos como a Pop Art e o Novo Realismo francês. Uma terceira vertente é a de artistas que realizaram incursões na área do design, ao conceberem produtos declaradamente utilitários, com a finalidade da produção em série. E o último viés é o de designers que realizaram obras de arte, descompromissadas com a finalidade utilitária, mas que se relacionam intimamente com o pensamento plástico e a abordagem conceitual de suas obras arquitetônicas e/ou suas peças de mobiliário.

Pluralidade reunida

   A Exposição apresenta obras de Abraham Palatnik, Adriana Varejão, Amelia Toledo, Amilcar de Castro, Angelo Venosa, Artur Barrio, Artur Lescher, Athos Bulcão, Barrão, Beatriz Milhazes, Brigida Baltar, Carlos Motta, Christus Nóbrega, Chu Ming Silveira, Cildo Meireles, Coletivo Moleculagem, Daisy Xavier, Eduardo Coimbra, Emmanuel Nassar, Ernesto Neto, Estela Sokol, Felipe Barbosa, Fernanda Gomes, Floriano Romano, Franklin Cassaro, Franz Weissmann, Gustavo Bittencourt, Hildebrando de Castro, Hugo França, Iole de Freitas, Ione Saldanha, Irmãos Campana, Joaquim Tenreiro, José Bechara, José Rezende, Lina Bo Bardi, Maneco Quinderé, Marcelo Rozembaum, Mariana Manhães, Martha Medeiros, Maurício Bentes, Nazareth Pacheco, Nelson Félix, Oscar Niemeyer, Osmar Dilon, Paulo Mendes da Rocha, Paulo Roberto Leal, Raul Mourão, Renato Bezerra de Mello, Roberto Moriconi, Sérgio Rodrigues, Tunga, Ubi Bava, Vera Martins, Waltercio Caldas, Wilson Piran e Zanine Caldas.

Hugo França, Poltrona ré, 2016

Hugo França, Poltrona ré, 2016

 “Fronteiras, limites, interseções: entre a Arte e o Design” 

Abertura dia 27 de maio, às 11h, com visita guiada pelo curador

Término dia 30 de julho de 2017, às 19h

Caixa Cultural, São Paulo

 

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