Heranças de perdas na coletiva “Espólios”

Heranças de perdas na coletiva “Espólios”

Intervenções individuais trazem discussão sobre apropriação e expropriação

Com curadoria de Marcelo Campos, os trabalhos tratam da temática por diferentes ângulos. Gravuras, objetos, fotografias, esculturas, bordados e documentos foram usados pelos artistas para a criação dos trabalhos nessa coletiva. São obras de Brígida Baltar, Claudia Hersz (reprodução acima: "A minha coleção", 2017), José Rufino, Rafael Pagatini, Renato Bezerra de Mello, Thales Leite e a dupla Inês Linke e Louise Ganz.

Thales Leite

Thales Leite

Memória e herança

A exposição traz a discussão sobre a palavra “espólio”, que tanto se relaciona ao sentido de espoliar, desapropriar, roubar, quanto às posses que são retiradas de um cidadão ao ponto de nada mais lhe restar. Para o espaço especial do Cofre na Casa, Claudia Hersz mostra a série “A minha coleção”, composta de objetos simbólicos em miniaturas.

Rafael Pagatini

Rafael Pagatini

Perdas profundas

Nesta coletiva, o curador partiu do momento em que sofremos a retirada de algo significativo a ponto de se tornar parte de nossa herança. Thales Leite mostra fotografias que fez nos anos da Ditadura para avaliação e venda de objetos quando era chamado por familiares de pessoas mortas; Rafael Pagatini também refletiu sobre a Ditadura e apresenta fotogravuras originadas de pesquisa nos arquivos do dops do Espírito Santo; Renato Bezerra de Mello trabalhou com grafite sobre uma série de fichas de prostitutas que encontrou numa caçamba de lixo em Paris; a dupla formada por Louise Ganz e Inês Linke tratou da posse de terra; José Rufino elaborou monotipias a partir de documentos encontrados na fazenda de cana de açúcar de seu avô na Paraíba; Brígida Baltar bordou autorretratos.

“Espólios”
Abertura dia 11 de janeiro, de 17h às 20h
Término dia 5 de março, às 20h
Casa França-Brasil, Rio de Janeiro
As ideias e projetos de Grandjean de Montigny

As ideias e projetos de Grandjean de Montigny

A vulnerabilidade da existência na obra de Marina Saleme

A vulnerabilidade da existência na obra de Marina Saleme