Histórico e ativo , Cine Arte UFF completa 50 anos

Histórico e ativo , Cine Arte UFF completa 50 anos

Programação faz homenagem ao cineasta Nelson Pereira dos Santos (1928-2018)

   Reconhecido por seu conjunto de obra, Nelson Pereira dos Santos construiu carreira de sucesso no Cinema e foi um dos fundadores do Cine Arte UFF em 1950. Durante o mês de setembro, foram programadas diversas atividades para homenagear as cinco décadas de atividades da Sala e do curso de Cinema da Universidade Federal Fluminense, começando no dia 5 de setembro, quarta-feira, às 18 horas, no Cine Arte UFF, com uma cerimônia na qual serão homenageados artistas, cineastas, ex-alunos e professores que fizeram essa história.

   Na reprodução acima, os atores Claudio Marzo e Odete Lara em cena no filme "Copacabana me engana", de 1968.

copacabana-me-engana.jpg

Bergman, Copacabana e debate

   A programação apresenta durante o mês de setembro quase vinte eventos. São mostras cinematográficas, uma Semana de Diversidade do IACS, apresentações de Música,
Dança e Poesia ao vivo, uma exposição de cartazes históricos, uma sessão do UFF Debate
Brasil discutindo cinema brasileiro hoje, o lançamento do filme “A Música do Tempo - do
Sonho do Império ao Império do Sonho” e a exibição de Metrópolis (filme mudo de 1927) que será projetado na fachada da Reitoria com acompanhamento da Orquestra Sinfônica Nacional
UFF. Tudo com preços populares ou entrada gratuita num presente da UFF para a sua comunidade universitária e o público em geral para marcar com a valorização de Arte e Cultura os 50 anos de resistência destes setores da Universidade. Destacamos a maratona de filmes que começa com a Mostra Ingmar Bergman, a exibição de uma cópia restaurada de "Copacabana me Engana" seguida de debate com o diretor Antonio Carlos da Fontoura e o professor João Luiz Vieira.

 Antonio Carlos Fontoura conquistou o público com "Copacabana me engana", lançado em 1968

Antonio Carlos Fontoura conquistou o público com "Copacabana me engana", lançado em 1968

História de resistência

   Era 1968 e o então reitor da UFF, Manoel Barreto Netto promoveu uma grande reestruturação, criando diversas unidades de ensino, tornando a UFF uma das maiores universidades do Brasil. E junto com esta reformulação, houve espaço para novas ideias como as do cineasta e professor Nelson Pereira dos Santos, recém-chegado com o conhecimento dos moldes da Escola de Cinema da Universidade de Brasília na bagagem, sendo designado responsável pelo setor de arte cinematográfica da UFF. 

 Cine Escola - O Desmonte do Monte

Cine Escola - O Desmonte do Monte

   A fundação do IACS ocorreu em 15 de março de 1968, que incorporou o curso de
Biblioteconomia e Documentação, já existente. Mas, a UFF possuía uma sala de exibição do antigo Cassino Icaraí e um grupo de cineastas, críticos e amantes do Cinema criou o Cine Arte UFF. Além do próprio reitor Manoel Barretto Netto e de Nelson Pereira dos Santos, o grupo era formado por outros pioneiros como Fabiano Canosa, Luiz Alberto Sanz, Roberto Duarte e Cosme Alves Neto.  Eles fundaram o Cine Arte UFF em 12 de setembro de 1968. E no discurso de inauguração da Sala - com a estreia brasileira de “Samson”, do cineasta polonês Andrzej Wajda -.o professor Nelson Pereira dos Santos anunciou a criação do curso de Comunicação Social, que foi concretizado em 25 de setembro de 1968. Primeiro era somente o curso de Cinema, mas logo vieram as habilitações em Jornalismo e Publicidade. Hoje, localizado no bairro de São Domingos, o IACS é uma das maiores unidades da UFF, contando com cinco departamentos, nove cursos de graduação e sete de pós-graduação, além de muitas histórias para contar.

 A sala do CineArte UFF é ideal para quem curte assistir aos bons filmes selecionados pela programação 

A sala do CineArte UFF é ideal para quem curte assistir aos bons filmes selecionados pela programação 

Retomada nos anos 80

   Com a ditadura, houve um declínio das atividades que suscitavam debates após as sessões de filmes e reuniam um grupo de intelectuais da sociedade. Essa intensa programação no CinaArte UFF começou a ser retomada em 1982 quando o professor João Luiz Vieira e alunos do curso de Cinema da UFF assumiram promover atividades, transformando o Cine Arte UFF em setor do Departamento de Difusão Cultural (DDC) da Universidade num Centro de Artes UFF, com Galeria de Ate e Teatro.

 Vidas Secas

Vidas Secas

Espaço alternativo

    Primando principalmente pela qualidade cinematográfica, o Cine Arte UFF mantém cuidadosa programação, privilegiando filmes com pouca visibilidade no circuito comercial e cuja temática estimule a reflexão e o pensamento crítico, por meio de sessões regulares, mostras temáticas, festivais, cine-debates e cineclubes, bem como parcerias interinstitucionais.

 Rio Zona Norte

Rio Zona Norte

Programação completa de Setembro

Exposição
Cartazes de cinema – Para além da tela
Dias 05 a 30 de setembro
segunda a sexta, 8h às 18h
Espaço Aberto UFF • Entrada Franca • Livre
Antes da internet, cartazes e trailers eram o primeiro contato com um filme para a maioria dos espectadores. Seja em revistas especializadas ou nos saguões dos cinemas, um cartaz eficiente podia ser fundamental para o sucesso de um filme. Ainda que sua importância na divulgação tenha diminuído, os cartazes sobrevivem, impressos ou digitais, muitos como relevantes peças
gráficas que continuam a encantar espectadores. Esta exposição homenageia o trabalho de verdadeiros artistas que foram além da peça publicitária e ficaram no imaginário dos cinéfilos.
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MOSTRA BERGMAN
Dias 06 a 11 – 16h50 - R$ 14 e R$ 7 (meia)
Reunimos duas comemorações em uma só: os 100 anos de nascimento do grande cineasta Ingmar Bergman e os 50 anos do
Cine Arte UFF. No dia 06, às 16h50, abriremos a mostra com a sessão do filme Bergman - 100 anos. Em 2018, o diretor sueco
Ingmar Bergman, falecido em 2007, teria completado 100 anos. Este documentário resgata a obra monumental do cineasta,
autor de filmes como O Sétimo Selo, Morangos Silvestres, Persona, Gritos e Sussurros, Luz de Inverno, O Ovo da Serpente e
Fanny & Alexander. O foco é o ano de 1957, quando Bergman lança dois filmes, filma mais dois, dirige um telefilme e quatro
peças de teatro. Conversando com atores, colaboradores, críticos e historiadores, o filme traça o retrato de um homem
obsessivo, instável, difícil de lidar, mas ao mesmo tempo um dos maiores artistas da história da Suécia, e também o único
diretor a receber a "Palma das Palmas" no Festival de Cannes.
• Dia 06, quinta, 16h50
BERGMAN – 100 ANOS
Bergman: A year in a life, Suécia/Noruega, 2018, 116’, 12 anos
Documentário de Jane Magnusson
Em 2018, o diretor sueco Ingmar Bergman, falecido em 2007, teria completado 100 anos. Este documentário resgata a obra
monumental do cineasta, autor de filmes como O sétimo selo, Morangos silvestres, Persona, Gritos e sussurros, Luz de
inverno, O ovo da serpente e Fanny & Alexander. O foco é o ano de 1957, quando Bergman lança dois filmes, filma mais dois,
dirige um telefilme e quatro peças de teatro. Conversando com atores, colaboradores, críticos e historiadores, o filme traça o
retrato de um homem obsessivo, instável, difícil de lidar, mas ao mesmo tempo um dos maiores artistas da história da Suécia, e
também o único diretor a receber a "Palma das Palmas" no Festival de Cannes.
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=upSWyd8J1P8
• Dia 07, sexta, 16h50
O SÉTIMO SELO
Det sjunde inseglet, Suécia, 1957, 96’, 12 anos
De Ingmar Bergman
Com Max Von Sydow, Gunnar Björnstrand, Nils Poppe, Bibi Andersson
O cavaleiro Antonius Block retorna das Cruzadas para uma Suécia devastada pela peste negra e pela Inquisição. Ao mesmo
tempo, uma pequena trupe de artistas circenses procura manter a alegria e esperança enquanto tenta fugir da peste. Em suas
andanças, Antonius encontra a morte, que o desafia para uma partida de xadrez. Vencedor do Prêmio do Júri no Festival de

Cannes 1957.
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=17-abDcJUlY
• Dia 08, sábado, 16h50
MORANGOS SILVESTRES
Smultronstället, Suécia, 1957, 91’, 10 anos
De Ingmar Bergman
Com Victor Sjöström, Gunnar Björnstrand, Ingrid Thulin, Bibi Andersson
Isak Borg, respeitado professor de Medicina, é convidado por sua universidade de formação, na cidade sueca de Lund, para a
cerimônia de comemoração pelos seus 50 anos de carreira. Isak viaja com a nora, Marianne, que passa por uma crise no
casamento, e durante o percurso é obrigado a enfrentar o vazio de sua existência. Um delicado e poético filme sobre a
mortalidade e o passado. Vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim 1958 e do Globo de Ouro de Melhor Filme
Estrangeiro em 1960.
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=wVi4teIX0FY
• Dia 09, domingo, 16h50
PERSONA
Persona, Suécia, 1966, 84’, 14 anos
De Ingmar Bergman
Com Bibi Andersson, Liv Ullmann, Margaretha Krook
Após um desempenho na peça Electra, uma famosa atriz, Elisabeth Vogler, para de falar. Sua psiquiatra, Lakaren, a deixa sob
os cuidados de Alma, uma dedicada enfermeira, e depois decide que ela deve ser mandada para uma isolada casa de praia.
Na casa, Alma fala pelas duas, pois Elisabet comunica-se apenas com pequenos gestos. Com o convívio, Alma fica fascinada
pela atriz. Melhor Filme e Melhor Atriz no Prêmio Guldbagge de 1967, Melhor Filme, Melhor Atriz e Melhor Diretor pela
Sociedade Nacional de Críticos de Cinema dos EUA em 1968.
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=tZo0y6RiKlo
• Dia 10, segunda, 16h50
GRITOS E SUSSURROS
Viskningar och rop, Suécia, 1972, 91’, 14 anos
De Ingmar Bergman
Com Liv Ullmann, Ingrid Thulin, Harriet Andersson
Em uma casa no campo, uma mulher está bastante enferma e recebe cuidados de suas duas irmãs e de uma empregada da
família. Dentro deste contexto, elas começam a sonhar e se lembrar de eventos traumáticos que revelam suas angústias,
segredos e medos. Requintada reflexão sobre o fim da existência e também sobre a incapacidade de se viver uma vida plena,
essa obra de Bergman permanece perturbadora quase 50 anos depois de sua estreia. E o vermelho, cor predominante dos
cenários, jamais encontrou no cinema tamanha força e significado. Grande Prêmio Técnico no Festival de Cannes 1973 e
Oscar de Melhor Fotografia em 1974.
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=tlRTl_GrnBc
• Dia 11, terça, 16h50
SONATA DE OUTONO
Höstsonaten, Suécia/Fra/Ale/RU, 1978, 97’, 12 anos
De Ingmar Bergman
Com Ingrid Bergman, Liv Ullmann, Lena Nyman
Após ter sido uma mãe ausente por anos, Charlotte, uma renomada pianista, vai até a casa de sua filha Eva para lhe fazer uma
visita. Ela se surpreende ao encontrar sua outra filha, Helena, que tem problemas mentais. Eva tirou Helena da instituição em
que Charlotte a havia internado para cuidar dela em casa. A tensão entre mãe e filha começa a crescer até elas colocarem
tudo em panos limpos, dizendo o que sempre quiseram dizer. Melhor Filme Estrangeiro no Globo de Ouro de 1979, Prêmio
David di Donatella de Melhor Atriz Estrangeira em 1979 e Melhor Atriz pela Sociedade Nacional de Críticos de Cinema dos
EUA em 1979.
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=eOizTkQocaY
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COPACABANA ME ENGANA
Dia 06, quinta, 19h, entrada franca

Exibição da cópia restaurada em versão digital, seguida de debate com o diretor Antonio Carlos da Fontoura e o professor
João Luiz Vieira.
Brasil, 1968, 96’, 14 anos
De Antonio Carlos da Fontoura
Com Carlo Mossy, Odete Lara, Paulo Gracindo, Cláudio Marzo, Joel Barcellos.
Marquinhos ainda mora com os pais e vive saindo com os amigos para festas e mais festas. Certo dia, ele conhece Irene e se
apaixona. Apesar de a moça ser comprometida, os dois dão continuidade ao romance e se tornam amantes. No entanto, Alceu,
o cinquentão que vive com Irene, não vai deixar isso barato. Melhor Roteiro, Melhor Atriz e Melhor Ator Coadjuvante no Festival
de Brasília 1969.
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MOSTRA NELSON PEREIRA DOS SANTOS
Dias 07 a 11, 18h50, entrada franca
Um dos criadores do Cine Arte UFF e do curso de Cinema da UFF, o grande homenageado nas comemorações dos 50 anos
terá mostra com cinco obras que marcaram as diversas épocas de sua trajetória. De um de seus primeiros filmes - Rio Zona
Norte - a um dos últimos - A Música segundo Tom Jobim - a mostra abrange mais de cinco décadas e ainda conta com o
clássico Vidas Secas e Memórias do cárcere (adaptações das obras de Graciliano Ramos) e sucesso O Amuleto de Ogum.
Dia 07, sexta, 18h50, entrada franca
RIO ZONA NORTE
Brasil, 1957, 90`, 14 anos
De Nelson Pereiras dos Santos
Com Grande Otelo, Jece Valadão, Paulo Goulart, Angela Maria
O sambista Espírito da Luz é um homem desiludido. Ao fazer uma viagem de trem pelo subúrbio, acaba caindo nos trilhos.
Enquanto espera ajuda, ele se lembra dos últimos meses de sua vida, a luta para ver seus sambas gravados e interpretados
por grandes artistas como Angela Maria, as trapaças do falso parceiro, o filho adolescente que se envolve com criminosos e o
seu novo relacionamento com Adelaide.
Dia 08, sábado, 18h50, entrada franca
VIDAS SECAS
Brasil, 1963, 103’, 10 anos
De Nelson Pereiras dos Santos
Com Átila Iório, Maria Ribeiro, Jofre Soares
Uma família miserável tenta escapar da seca no sertão nordestino. Fabiano, Sinhá Vitória, seus dois filhos e a cachorra Baleia
vagam sem destino e já quase sem esperanças. Adaptação da obra de Graciliano Ramos. Prêmio OCIC e Prêmio dos Cinemas
de Arte no Festival de Cannes 1964.
Dia 09, domingo, 18h50, entrada franca
MEMÓRIAS DO CÁRCERE
Brasil, 1984, 185’, 14 anos
De Nelson Pereiras dos Santos
Com Carlos Vereza, Glória Pires, José Dumont, Nildo Parente
O escritor Graciliano Ramos é preso, acusado de ligações com o Partido Comunista. Capturado em Alagoas, onde era servidor
público e levava uma vida pacata, ele dá entrada no presídio de Ilha Grande, no Rio de Janeiro, em 3 de março de 1936, sem
sequer passar por um julgamento. Em meio a atritos de ordem política e pessoal, crueldade, insalubridade, fome e os mais
diversos tipos de criminosos - de ladrões de galinha a guerrilheiros -, ele escreve. Prêmio da Crítica no Festival de Cannes
1984 e Prêmio Grand Coral no Festival de Havana 1984
Dia 10, segunda, 18h50, entrada franca
O AMULETO DE OGUM
Brasil, 1974, 112’, 16 anos
De Nelson Pereiras dos Santos
Com Ney Sant’anna, Anecy Rocha, Jofre Soares
Para entreter alguns ladrões, um violeiro cego canta a história de Gabriel, um menino cujo pai e irmão foram assassinados e
que, a pedido da mãe, vai a um terreiro de Umbanda para fechar o corpo. Crescido, Gabriel se envolve com a gangue do
bicheiro Severiano e passa a praticar atos criminosos na Baixada Fluminense. Quando ele se envolve com Eneida, a amante
do bicheiro, é jurado de morte — mas conta com a proteção do amuleto de Ogum. Melhor Filme no Festival do Cinema
Brasileiro de Gramado 1975 e Melhor Atriz pela Associação Paulista dos Críticos de Arte em 1975.
Dia 11, terça, 18h50, entrada franca

A MÚSICA SEGUNDO TOM JOBIM
Brasil, 2012, 90’, livre
De Nelson Pereira dos Santos e Dora Jobim
Documentário sobre um dos maiores nomes da música brasileira, Antônio Carlos Jobim, o filme mostra a trajetória musical do
compositor de clássicos como "Garota de Ipanema", "Chega de Saudade" e "Águas de Março". Uma sucessão de imagens de
grandes intérpretes brasileiros e internacionais em performances inesquecíveis, e do próprio Tom Jobim, em diferentes
momentos, alinha a trajetória musical do "maestro soberano". Está tudo lá: a força e a beleza da sua música, as diferentes
fases do artista, o alcance e a poesia das suas canções, sua personalidade musical, a importância da sua obra. Melhor Trilha
Sonora no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2013.
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=QNvrQ4yJQZY
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SESSÃO DE TRAILERS
Dia 08, sábado, 21h - Entrada franca
Todo cinéfilo tem alguma reação aos trailers que antecipam as exibições dos filmes, seja a curiosidade de saber quais serão os
próximos lançamentos ou a irritação quando muitos detalhes da trama são entregues. De qualquer forma, os trailers são uma
parte integral da experiência de ir ao cinema. Retomando uma experiência feita no Cine Arte UFF ainda na época do 35mm,
trazemos esses pequenos “comerciais” cinematográficos para o status de atração principal, com uma curadoria que traz alguns
dos melhores e dos piores trailers de todas as épocas, desde clássicos do cinema a pérolas desastrosas.
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VIDEOCLIPES NO CINEMA
Dia 10, segunda-feira - 21h - Entrada franca
Muitos cineastas famosos iniciaram suas carreiras dirigindo videoclipes. Alguns deles, como Spike Jonze e Paul Thomas
Anderson, constroem suas carreiras alternando entre realizações cinematográficas e clipes musicais. A sessão “Videoclipes no
Cinema” celebra alguns desses trabalhos de diretores e diretoras cuja principal obra se encontra no cinema, mas que
eventualmente exploram sua criatividade ao som de diversos estilos musicais.
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Dia 12, quarta - Data oficial do aniversário do Cine Arte UFF
No dia do aniversário de 50 anos do Cine Arte UFF faremos uma ponte entre 1968 e 2018 com as exibições de O bandido da
luz vermelha (em versão digital, restaurada) e A moça do calendário (pré-estreia). O primeiro é um marco do Cinema Marginal
brasileiro, dirigido por Rogério Sganzerla e estrelado por Helena Ignêz; o segundo é dirigido por Helena Ignêz a partir de roteiro
de Sganzerla e será lançado em breve. A sessão de A moça do calendário contará com a presença da diretora Helena Ignêz e
da atriz Djin Sganzerla.
12/09 - 18h10 - Entrada franca
O BANDIDO DA LUZ VERMELHA
Brasil, 1968, 92’, 14 anos
De Rogério Sganzerla
Com Paulo Villaça, Helena Ignêz, Pagano Sobrinho, Sonia Braga
Na região da capital paulista conhecida como Boca do Lixo, o assaltante João Acácio Pereira da Costa, apelidado pela
imprensa de "Bandido da Luz Vermelha", assalta residências, realiza fugas ousadas e gasta o dinheiro de forma extravagante.
Encurralado, ele recorre a medidas extremas. Inspirado em fatos reais, o longa recebeu os prêmios de Melhor Filme, Direção,
Montagem e Figurino no Festival de Brasília 1968.
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=N8rPl0XZWqI
12/09 - 20h - R$ 14 e R$ 7 (meia)
A MOÇA DO CALENDÁRIO
Brasil, 2017, 86’, 14 anos
De Helena Ignêz
Com André Guerreiro Lopes, Djin Sganzerla, Mario Bortolotto
Ex-gari e sem emprego fixo, o quarentão Inácio trabalha como dublê de dançarino à noite e mecânico durante o dia. Quando
não está nas pistas ou operando veículos, seus pensamentos voam para um relacionamento platônico com a bela garota que
estampa o calendário da oficina. Adaptado do roteiro original de Rogério Sganzerla, o filme retoma o espírito anárquico do
Cinema Marginal. Prêmio de Melhor Ator no Festival Guarnicê de Cinema.
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=M_tsGbvXgrY
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Dia 13, quinta - Entrada franca

MOSTRA CINEMA UFF
Em 2018, o curso de Cinema e Audiovisual da UFF completa 50 anos junto com o Cine Arte. Para comemorar a ocasião,
dedicaremos um dia inteiro da nossa programação de aniversário a uma retrospectiva abrangente com filmes de destaque
realizados dentro do curso nestas cinco décadas.Uma ponte entre passado e presente dentro do contexto do cinema
universitário.
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LUMIÈRE! A AVENTURA COMEÇA
Dias 14 a 17, sexta a segunda
[horário a definir] - R$ 14 e R$ 7 (meia)
Nos 50 anos do Cine Arte UFF, nossa homenagem aos 122 anos do Cinema.
Lumière! L’aventure commence, França, 2016, 90’, 12 anos
De Thierry Frémaux
Uma jornada pelo universo dos fundadores do cinema, os irmãos Louis e Auguste Lumière. Imagens históricas e um olhar
único da França e do mundo da era moderna através de 114 breves filmes dos irmãos franceses, restaurados em 4k e
montados para celebrar o legado da dupla.
Trailer > https://www.youtube.com/watch?v=hdg2YtK0ga4
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Dias 14, 16, 18 e 19
21h
Ingressos a R$ 4
MOSTRA GLAUBER
Logo após a morte de Glauber Rocha, em 1981, o professor João Luiz Vieira, do curso de Cinema da UFF, convocou seus
alunos e, juntos, organizaram o Ciclo de Estudos Glauber Rocha, um grande evento reunindo seus filmes (incluindo o
censurado e inédito História do Brasil) e várias mesas, que analisaram a obra de um dos maiores cineastas brasileiros. Esta
mostra, nos 50 anos do nosso cinema, homenageia Glauber e também relembra esse momento tão especial, marco de uma
nova fase na trajetória do Cine Arte UFF.
• 14, sexta, 21h
BARRAVENTO
Brasil, 1962, 80’, 12 anos
De Glauber Rocha
Com Antonio Pitanga, Luiza Maranhão, Lucy de Carvalho
Numa aldeia de pescadores de xeréu, cujos antepassados vieram da África como escravos, permanecem antigos cultos
místicos ligados ao candomblé. Firmino é um antigo morador, que foi para Salvador na tentativa de escapar da pobreza. Ao
retornar ele sente atração por Cota, ao mesmo tempo em que não consegue esquecer sua antiga paixão, Naína, que, por sua
vez, gosta de Aruã. Firmino encomenda um despacho contra Aruã, que não é atingido. O alvo termina sendo a própria aldeia,
que passa a ser impedida de pescar.

• 16, domingo, 21h
TERRA EM TRANSE
Brasil, 1967, 105’, 14 anos
De Glauber Rocha
Com Jardel Filho, Paulo Autran, José Lewgoy
O senador Porfírio Diaz detesta seu povo e pretende se tornar imperador de Eldorado, um país localizado na América do Sul.
Porém, existem diversos homens que querem este poder e resolvem enfrentá-lo. Enquanto isso, o poeta e jornalista Paulo
Martins, ao perceber as reais intenções de Diaz, muda de lado, abandonando seu antigo protetor. Prêmio da Crítica no Festival
de Cannes 1967.

• 18, terça, 21h
DEUS E O DIABO NA TERRA DO SOL

Brasil, 1964, 110’, 14 anos
De Glauber Rocha
Com Geraldo Del Rey, Yoná Magalhães, Othon Bastos
Manuel é um vaqueiro que se revolta contra a exploração imposta pelo coronel Moraes, e acaba matando-o numa briga. Ele
passa a ser perseguido por jagunços e foge com sua esposa, Rosa. O casal se junta aos seguidores do beato Sebastião, que
promete o fim do sofrimento através do retorno a um catolicismo místico e ritual. Simultaneamente, Antônio das Mortes, um
matador de aluguel a serviço da Igreja Católica e dos latifundiários da região, extermina os seguidores do beato. Grande
Prêmio Latino-Americano no Festival de Mar Del Plata 1966.

• 19, quarta, 19h
O DRAGÃO DA MALDADE CONTRA O SANTO GUERREIRO
Brasil/França/Ale/EUA, 1969, 95’, 14 anos
De Glauber Rocha
Com Mauricio do Valle, Odete Lara, Othon Bastos
Continuação de “Deus e o Diabo na terra do sol”. Misturando cordel e ópera, esta aventura traz de volta o personagem Antônio
das Mortes, que recebe a tarefa de eliminar um novo cangaceiro da região. No caminho, ele encontra diversos jagunços e
coroneis, e se vê cara a cara com o povo do sertão e com as dificuldades enfrentadas pelos sertanejos, eventos que farão
Antônio adquirir uma nova perspectiva de vida. Melhor Diretor e Prêmio da Crítica no Festival de Cannes 1969.
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Dia 15, sábado, 20h
R$ 30 e R$ 15 (meia).
OSN Cine
METRÓPOLIS
Exibição do filme com execução da trilha sonora ao vivo pela Orquestra Sinfônica Nacional da Universidade Federal
Fluminense. Simultaneamente à exibição no cinema, o filme será projetado na fachada do prédio da reitoria da UFF, com
reprodução do áudio do concerto ao vivo.
Metropolis, Alemanha, 1927, 153’, P&B, 12 anos
De Fritz Lang
Com Brigitte Helm, Alfred Abel, Gustav Fröhlich
Trilha sonora original composta por Gottfried Huppertz
Regência da OSN: Tobias Volkmann
O poderoso Joh Fredersen governa a grande Metropolis, uma cidade no futuro, onde alguns privilegiados desfrutam do idílico
Jardim dos Prazeres, enquanto outros vivem em um regime de escravidão. O Filho de Joh Freder desfruta dessa vida até
conhecer Maria, uma líder que encoraja trabalhadores a lutar pelos seus direitos. A partir daí, tudo muda. Obra-prima de Fritz
Lang, revolucionou o cinema e se tornou um marco da ficção-científica. Foi, na época, a mais cara produção até então filmada
na Europa, e é considerada um dos grandes expoentes do expressionismo alemão.
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Dia 17, segunda, 20h - Entrada franca
LANÇAMENTO
A música do tempo - Do sonho do império ao império do sonho
Brasil, 2017, 97’, livre
Direção e Montagem - João Velho
Direção Musical - Deivison Branco
Direção de Arte e Direção Cênica - Ronald Teixeira
Produção Executiva - Leonardo Guelman
Primeiro documentário musical produzido e idealizado pela equipe do Centro de Artes UFF e protagonizado pelo Grupo Música
Antiga da UFF. O fio condutor são os mitos em torno do Quinto Império e do Sebastianismo, desde suas origens na corte
portuguesa, nos séculos XV e XVI, até o culto ao Rei Sebastião na religião afro-maranhense Tambor de Mina, encontrada
principalmente no Maranhão. O Grupo Música Antiga da UFF se dedica há mais de três décadas a pesquisa, arranjo musical e
apresentações de repertório renascentista, medieval e antigo, focando principalmente no Medievo Ibérico.

Entrada franca - Mediante distribuição de senhas a partir das 19h, com pré-senhas a partir da formação da fila.
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Dia 23, domingo, 17h
O CIRCO, de Charles Chaplin
CINE CONCERTO com a Cineorquestra Soundpainting Rio
Conduzida por Taiyo Omura e composta por mais de 20 artistas, a Soundpainting Rio criará ao vivo a trilha sonora,
sonoplastia, efeitos, e toda a atmosfera circense desse grande clássico do cinema. Entrada franca com distribuição de senhas.
O CIRCO
The circus, EUA, 1928, 72`, livre
De Charles Chaplin
Com Charles Chaplin, Merna Kennery, Al Ernest Garcia
Um batedor de carteiras está agindo em meio a multidão. Para evitar que seja pego, ele coloca uma carteira roubada no bolso
de um vagabundo, sem que ele perceba. Quando a polícia se afasta, o batedor volta para recuperar o dinheiro perdido. O
vagabundo foge do batedor e da polícia, entrando, sem querer, no picadeiro de um circo. Como suas trapalhadas fazem
sucesso junto ao público, o dono do circo resolve contratá-lo e fazer dele sua atração principal.
Sobre o soundpainting
Desenvolvida na década de 1970 pelo compositor nova-iorquino Walter Thompson, a linguagem do soundpainting é uma
técnica de sinais para comunicação de músicos e outros artistas. Hoje já existe uma comunidade de "falantes" ao redor do
mundo utilizando-a para a criação de música, dança, teatro e performance. O Soundpainting Rio, que estará à frente deste
concerto, é o primeiro grupo carioca a trabalhar especificamente com o soundpainting desde 2013, sendo coordenado pelo
soundpainter Taiyo Omura. Uma orquestra performática, com cerca de 20 músicos e convidados especiais.
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Dia 24, terça, 19h, entrada franca
Homenagem aos Irmãos Taviani
Diretores que tiveram a maior parte de seus filmes exibidos no Cine Arte UFF e que conquistaram muitos cinéfilos com obras
inesquecíveis como Pai patrão (Palma de Ouro em Cannes 1977), A noite de São Lourenço (Grande Prêmio do Júri em
Cannes 1982) e Kaos (1984), os Irmãos Taviani realizaram em 2012 um de seus maiores filmes: César deve morrer. Ainda
dirigiram juntos dois títulos, antes da morte de Vittorio, em abril deste ano.
CÉSAR DEVE MORRER
Cesare deve morire, Itália, 2012, 77’, 10 anos
De Paolo Taviani e Vittorio Taviani
Com Salvatore Striano, Giovanni Arcuri, Juan Dario Bonetti, Fabio Cavalli
A peça teatral Júlio César, de William Shakespeare, é encenada por um grupo de detentos da prisão de segurança máxima
Rebibbia, localizada em Roma. Ao mesmo tempo que funciona como registro documental, o filme trabalha a ficção por trás da
trama original. Urso de Ouro e Prêmio do Júri Ecumênico no Festival de Berlim 2012.
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UFF Debate Brasil
Cinema Brasileiro Hoje
Dia 25, terça-feira, 15h - Entrada franca
Nesta edição, o UFF Debate Brasil traz para discussão o tema Cinema Brasileiro Hoje. O encontro conta com três debatedores
e um mediador, que conduz a conversa com o público.
Teatro da UFF • Livre
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26, quarta, 19h, entrada franca
ATÉ O PRÓXIMO DOMINGO
Brasil, 2016, 76’, 14 anos
De Evaldo Mocarzel
Cineclube Sala Escura – Sessão Sala EX-Cura

Exibição seguida de debate
O documentário ficcionalizado traz a história de vida do ator e dramaturgo Nelson Baskerville, e se baseia em uma de suas
obras mais significativas, Luis Antonio – Grabriela, que conta a história de seu irmão, um homossexual que viveu com a família
conservadora até completar trinta anos, quando mudou de sexo e foi trabalhar em boates da Espanha. Construído como um
fluxo de pensamento inspirado no conceito de “monólogo interior” de Sergei Eisenstein, o filme resgata de forma fragmentada a
memória da infância e da adolescência de Nelson, no litoral no estado de São Paulo.

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