Mário Camargo reaproveita produção própria para o novo

Mário Camargo reaproveita produção própria para o novo

Na individual “Memória e Transformação”, o artista  apresenta dez obras 

   O artista utilizou tiras de telas que foram rasgadas e repintadas. “A minha busca é a arte. Se o público busca arte, estarei bem enquadrado. Se busca cor, esta cor será o azul e se busca entretenimento poderá se surpreender por algo diferente do convencional”, sintetiza o artista. Pelo menos dez obras, entre pintura, objeto e instalação, em grandes dimensões estão apresentadas nesta exposição com curadoria de Ruy Sampaio. No destaque acima, detalhe da obra de Mário Camargo, reproduzida no final desta postagem de forma integral. 

Fora do esquadro  

   Nas obras desta mostra, Mário Camargo sinaliza o objetivo de ocupar mais do que o perímetro, por exemplo, da tela. A pintura parece saltar, transformando-se em um objeto ou instalação a partir de uma transformação que transpõe barreiras antigas. Camargo explica que “uma pode ser usada como base para outra obra. Da mesma forma que a
Arte Povera italiana reutilizava e se apropriava de matérias antes descartadas. Esta
desconstrução proporciona um novo olhar para o trabalho e uma nova forma de
liberdade, evidencia a intenção de promover algo instigante, intrigante e poético”. 

Referências anteriores

   O trajeto artístico de Mário Camargo teve início com uma individual em 1993. Hoje, sua obra guarda referências àquelas pinturas e fotografias e inspiração em nomes como Kurt Schwitters, Mario Merz e Lúcio Fontana. Nesta individual, a instalação é composta por
segmentos de pintura monocromática, onde o azul povoa o branco com uma série de
pinceladas casuais que transitam entre a Arte Gestual e a Abstração Lúdica. “No
restante do conjunto, o artista pratica uma coerente apropriação de trabalhos seus
anteriores, fragmentando-os em uma criativa desconstrução. Nesse último segmento,
ele é particularmente feliz quando reordena os elementos de um modo mais
imaginativamente ambicioso, ultrapassando a linearidade pictórica do retângulo
convencional”, diz, entusiasmado, o curador.

O artista sai do tamanho convencional das telas para criar novos formatos para a pintura

O artista sai do tamanho convencional das telas para criar novos formatos para a pintura

Recente na Itália

  Vale destacar que há um mês, Mário Camargo participou da Bienal de Florença com o trabalho “Arte não vista” - uma instalação criada a partir de 17 registros fotográficos feitos nos jardins da Villa Borghese, em Roma.

Memória e Transformação: Mário Camargo reutilizou obras próprias para criar o novo 

Memória e Transformação: Mário Camargo reutilizou obras próprias para criar o novo 

Mário Camargo - Memória e Transformação
Término dia 7 de janeiro de 2018, às 19h
Centro Cultural Correios - Rio de Janeiro
                                                                
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