MNBA abre mostras de Marcos Duprat, Rossini Perez e Suzana Queiroga

MNBA abre mostras de Marcos Duprat, Rossini Perez e Suzana Queiroga

Duprat faz 40 anos de trajetória, Rossini revive 1957 e Queiroga traz Acessibilidade

   "Memórias sobre Papel" traz um panorama da obra de Marcos Duprat, percorrendo o período de 1977 a 2017. São 36 obras sobre papel que ilustram as transformações em sua linguagem e imagística em seu enfoque do "enigma da realidade visível”, abordando os mundos exterior e interior num passeio por paisagens e figuras na água, retratos e reflexos em espaços íntimos.  Duprat utiliza diversos meios e suportes para elaborar seus desenhos, explorando a “iluminação” de forma singular em seu processo criativo. Na imagem, detalhe da "Figura na água I", 1989. 

   Duprat nasceu no Rio de Janeiro, 1944. Com formação artística iniciada no MAM Rio, fez mestrado em Belas Artes em Washington (EUA), onde apresentou primeira individual em 1977. As influências de sua formação artística no Rio de Janeiro e nos EUA, bem como posteriormente dos sete anos vividos na Europa e dos nove na Ásia, deixaram traços nítidos em seu trabalho. Realizou inúmeras mostras individuais no Brasil, dentre as quais no MASP (1979 e 1988), no MAC (1995), na Pinacoteca do Estado de São Paulo (2006), entre outros,  em São Paulo.  Enquanto isso, no Rio de Janeiro realizou mostras no Centro Cultural Correios (1995 e 2008), no Instituto Cultural Villa Maurina (1996) e no CCBB (1999). Até fevereiro deste ano, Marcos Duprat exibia uma retrospectiva de sua obra pictórica na Biblioteca Nacional. O artista produziu exposições em diversos museus no exterior, dentre os quais no Centro Culturale San Fedele, em Milão (1990), o Museu Nacional da Hungria (1993), o Museo de Arte Contemporaneo de Montevidéu (1999), o Teien Metropolitan Art Museum, em Tóquio (2003), e a Sidhartha Art Foundation em Kathmandu (2013). Suas obras estão nos acervos das instituições acima relacionadas, bem como em coleções particulares.

Rossni Perez, Cubo, 2015

Rossni Perez, Cubo, 2015

“O cubo além da forma”

   Com curadoria da museóloga do MNBA, Cláudia Rocha, a exposição é integrada por oito obras de Rossini Perez, cinco obras de Anna Letycia, cinco de Vera Mindlin e duas de Ernesto Lacerda, oferecendo uma visitação ao grupo que participou de coletiva em 1957. É um painel da gravura brasileiraatravés de 20 trabalhos, a maioria produzida naquela década de 1950.

A História do Cubo

   Em 1950, Rossini Perez começava carreira no Rio de Janeiro. Em 1957, Rossini criou um trabalho para divulgar uma exposição em que iria participar junto com Anna Leticia, Ernesto Lacerda, Vera Bocayuva Mindlin e Olympio de Araújo na lendária Petite Galerie, situada na Avenida Atlântica, em Copacabana. Apesar da obra “Cubo cartaz Petite Galerie” ter sido solicitada pelo próprio marchand italiano Francisco Terranova, proprietário da Galeria, ela não foi realizada naquela época da coletiva.  Somente em 2015, quase sessenta anos depois, o trabalho foi produzido para uma exposição retrospectiva de Rossini no Museu de Arte do Rio – MAR. E, recentemente o trabalho passou a integrar a Coleção do MNBA.

   

A obra "Topos", de Suzana Queiroga, foi doada ao MNBA em 2009 /  Foto de Beto Felicio

A obra "Topos", de Suzana Queiroga, foi doada ao MNBA em 2009 /  Foto de Beto Felicio

Suzana Queiroga - “Ver e Sentir através do toque”

   A individual é comemorativa dos dez anos de criação do projeto “Ver e Sentir através do toque” no Museu Nacional de Belas Artes. Voltado para a acessibilidade e a sustentabilidade, o Projeto inaugura uma nova fase, com foco na arte contemporânea, tendo como convidada a artista Suzana Queiroga. Um dos destaques da mostra é a obra “Topos”, relevo em gesso, doada em 2009 ao Museu, produzida já com a intenção de participar de um projeto educativo, no qual a relação com a obra pudesse ser estimulada a partir da percepção tátil. Outras três obras integram a individual, com produção de uma delas na abertura da exposição. Com o objetivo de provocar rica experiência sensorial, Suzana Queiroga apresenta, por exemplo, um mapa interativo da região onde se localiza o Museu Nacional de Belas Artes. Em um ambiente com pouca iluminação e sem informação textual, pretende-se acionar também os outros sentidos do visitante. “É um caminho a ser percorrido com o corpo, onde o tempo é ativado e uma narrativa se inicia. Aqui, dar espaço aos outros sentidos é uma oportunidade singular de reaprender o mundo”, afirmam os curadores Daniel Barretto, Simone Bibian e Rossano Antenuzzi, todos técnicos do Museu Nacional de Belas Artes/Ibram/MinC. Iniciado em 2007, o Projeto previu a possibilidade do toque em reproduções em baixo relevo e algumas maquetes, feitas a partir do acervo artístico do Museu, de obras especialmente selecionadas para este trabalho. O objetivo foi possibilitar a experimentação estética e o conhecimento sobre História da Arte e processos artísticos, tornando-os acessíveis às pessoas cegas e com baixa visão, de forma a democratizar o acesso à cultura.

Abertura dia 16 de maio, às 12h
Dia 18 de maio, às 15h, conversa com Rossini Perez e convidados
Dia 19 de maio, às 15h, mesa redonda e visita comentada à exposição de Suzana Queiroga com a artista e convidados, discutindo Ciência e Arte
Sala Clarival do Prado Valladares - Marcos Durprat - "Memórias sobre Papel"
Término dia 2 de julho, às 18h
Sala Lebreton - “O cubo além da forma”
Término dia 16 de julho, às 18h
Sala Mario Barata - Suzana Queiroga - “Ver e Sentir através do toque”
Término dia 29 de outubro, às 18h
Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro

 

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