MNBA traz referência à "Paisagem na Academia"

MNBA traz referência à "Paisagem na Academia"

Exposição apresenta estudos e obras de professores da Academia entre 1816 e 1890

   Com curadoria de Carlos Terra, diretor atual da Escola de Belas Artes da UFRJ, e Ana Cavalcanti, professora da EBA, a mostra apresenta 21 obras. São uma gravura, seis pinturas a óleo, uma pintura a têmpera e 13 aquarelas sobre papel. A mostra rememora a História do ensino da pintura de paisagem na Academia de Belas Artes, que funcionou no Rio de Janeiro. Os curadores selecionaram obras de sete artistas que foram professores na Academia entre 1816 e 1890: Nicolas Antoine Taunay, Manuel de Araujo Porto-Alegre, Agostinho da Motta, Victor Meirelles, Leôncio Vieira, Rodolpho Amoêdo e Antonio Parreiras. A exposição faz parte das comemorações inseridas no projeto “Missão Artística Francesa: 200 anos – Tradição e Modernidade” organizadas pelo Museu Nacional de Belas Artes. Na imagem, detalhe de Estudo, sem data, deRodolpho Amoêdo.

Os processos em exibição

   Além das obras, a exposição apresenta o processo artístico cotidiano daqueles professores, estudos que habitualmente não são expostos ao público. A observação atenta da natureza era um trabalho cotidiano, como se pode admirar nos estudos de nuvens de Victor Meirelles ou nas pequenas “manchas” de Rodolpho Amoêdo, registros do processo artístico habitualmente escondido ou não percebido pelo público. Cronologicamente, a exposição “Paisagem na Academia” começa em 1816, com a vista do Rio de Janeiro produzida por Nicolas Antoine Taunay e finaliza em 1914, com o velho parque pintado em Paris por Antônio Parreiras, obras que são sinais dos intercâmbios artísticos entre França e Brasil que marcaram esse período.

Paisagens brasileiras

   A curadoria organizou esta exposição a partir de referências nacionais, como a litografia de Agostinho da Motta ou as aquarelas de Leôncio Vieira. A natureza tropical também está presente na “Floresta brasileira”, obra de Manuel de Araujo Porto-alegre, diretor da Academia na década de 1850.  Ele acreditava que o estudo de nossas paisagens era o caminho para a criação da arte nacional. A disciplina de pintura de Paisagem foi introduzida na formação de nossos artistas desde 1816 com a chegada da “Missão Artística Francesa” e a criação da Academia das Belas Artes no Rio de Janeiro. Portanto, seu papel é fundamental na arte brasileira, lembram os curadores. Carlos Terra e Ana Cavalcanti explicam que a exposição “Paisagem na Academia” traça um pequeno percurso a partir dos trabalhos de seis professores que se sucederam no ensino da paisagem até 1890.

“Paisagem na Academia”

Abertura dia 9 de maio,  às 12h

Témino dia 9 de julho, às 18h

Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro

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