Mostra reúne 300 obras da Copy-Art no Brasil

Mostra reúne 300 obras da Copy-Art no Brasil

Movimento que espalhou-se pelo mundo nos anos 80 ganha celebração internacional 

   Uma exposição especial para comemorar o Movimento que podemos chamar de precursor da era digital. Em 1938, a fotocopiadora era inventada e passou a ser explorada por artistas como mais uma ferramenta para a criação de obras de arte numa explosão criativa evidente. "Copy-Arte Xerox Art / 80 Anos - Coleção Baudot" tem curadoria de Alexandre Murucci. O marco será comemorado paralelamente com outras exposições em países como Itália, França, Canadá, Espanha, Bélgica, Alemanha e Portugal.

   Na reprodução acima, obra de Hudinilson Júnior (1957-2013), artista multimídia brasileiro, famoso por sua série de fotografias intitulada "Exercícios de Me Ver", em que retratou a si mesmo simulando um ato sexual com uma fotocopiadora no início da década 1980. 

 Maior do mundo da Copy-Art: "O grande medidor", 1980, 144m x 0,60m, de Céjar

Maior do mundo da Copy-Art: "O grande medidor", 1980, 144m x 0,60m, de Céjar

 

Representação mundial

   Criado por pioneiros nos anos 60 e que tornou-se global nos anos 80, o Movimento recebe a homenagem através da exibição de pelo menos 300 obras de artistas consagrados selecionadas na coleção histórica do francês Jean-Claude Baudot. Entre as obras de brasileiros nesta mostra, estão as de Anna Bella Geiger, Paulo Bruscky, Hudinilson Jr., Jozias Benedicto, Tiago Duarte e Tadeusz Zielowski. No bloco de estrangeiros, nomes como Paty Hill, Sonia Landy Sheridan, Sol Lewitt, Gil Wolman, Céjar, entre outros. 

Suportes variados

   A Copy-Art, que também pode ser chamada Xerox-Arte, Electrostática-Arte, Xerografia, Copiografia ou Arte electrográfica, começou globalmente na década de 1960, a seguir a invenção da primeira copiadora xerográfica, totalmente automatizado em 1959. Logo, artistas plásticos tomam este novo meio para criar reproduções não só em papel, mas também em madeira, platina ou tecido. As obras podem se desenvolver em volume, sob a forma de colagem ou cair na categoria do que foi chamado de arte postal ou arte do livro.

 Dominique Bouchard

Dominique Bouchard

Experimentos e irreverência

   A fotocopiadora permitiu a criação de obras de arte irreverentes que refletiam sobre aquele tempo e uma reprodução que desencadeou experimentos e facilitou a acessibilidade às obras de arte em países como Brasil, França, Itália, Espanha, Alemanha, entre outros. A primeira geração de artistas começou a despontar com obras expostas em 1950. Depois, vieram os trabalhos coloridos e recentemente, os digitais. Na década de 1970, destaque para Pati Hill (presente na coleção de Jean-Claude Baudot): uma das primeiras artistas a testar uma copiadora IBM, com trabalhos apresentados no Centro Pompidou de Paris e no Museu Stedelijk em Amsterdã.                

 O artista Hudinilson Júnior criou obras (abaixo, uma dessas) fotocopiando o próprio corpo 

O artista Hudinilson Júnior criou obras (abaixo, uma dessas) fotocopiando o próprio corpo 

hudinilson-acervo MAC.JPG

Rigal / Céjar

  Artista dos mais importantes do Movimento e teórico, Christian Rigal, artista sob o nome Céjar, a eletrofotografia, termo criado por ele,  não é nem uma tecnologia nem uma técnica em si, mas o desvio de tecnologia, xerocopia, através do uso de técnicas específicas que chamou de: degeneração, manipulação pictórica, decomposição cromática, movimento simultâneo, cronoxerografia, pintura de luz, etc. 

 Céjar

Céjar

"Copy-Arte Xerox Art / 80 Anos - Coleção Baudot"

Abertura, dia 1 de setembro, às 15h

Término, dia 20 de outubro de 2018

Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica

 

Histórico e ativo , Cine Arte UFF completa 50 anos

Histórico e ativo , Cine Arte UFF completa 50 anos

MIS apresenta bastidores do suspense de Hitchcock

MIS apresenta bastidores do suspense de Hitchcock