O olhar, o poder e as performances de Monica Barki

O olhar, o poder e as performances de Monica Barki

Com curadoria de Frederico Dalton, "Arquitetura do secreto" apresenta 24 fotografias 

Nesta série, Monica Barki atua como protagonista, revelando temas de histórias pessoais, assim como da esfera existencial coletiva. A artista espreita os bastidores onde são reproduzidos os estereótipos do feminino, tornando visível um erotismo pleno de alegorias, perversões e prazeres. “Arquitetura do Secreto" apresenta fotografias de performances realizadas em motéis do Rio de Janeiro entre 2013 e janeiro de 2017. "É uma exposição sobre relações, sobre o olhar do poder e o poder do olhar. São muitos os atores aqui. E no drama destas relações se destacam o dizível e o indizível, o que pensamos saber sobre nós mesmos e os enormes esforços que empreendemos para de alguma forma existirmos. É um evento sobre o olhar do poder, sobre como o poder se veste, se configura e se organiza para melhor nos enquadrar; e sobre o poder do olhar, sobre como o poderoso olhar do espectador é capaz de nos desnudar”, diz o curador.

Sobre a artista

Entre as principais individuais realizadas pela carioca Monica Barki destacam-se: Desejo, Galeria TAC (Rio de Janeiro, 2014), Arquivo sensível, Museu Nacional de Belas Artes (Rio de Janeiro, 2011), Lady Pink et ses garçons, Galeria Anna Maria Niemeyer (Rio de Janeiro, 2010), Collarobjeto, Centro Cultural Recoleta (Buenos Aires, 2001), Colarobjeto, Galeria Nara Roesler (São Paulo, 2000), Paço Imperial (Rio de Janeiro, 2000) e Pinturas, Centro Cultural Banco do Brasil (Rio de Janeiro, 1992).

As fotografias registraram performances da artista em motéis sobre estereótipos do feminino

As fotografias registraram performances da artista em motéis sobre estereótipos do feminino

Além de mostras coletivas no Brasil e no exterior, a artista destaca: Contemporary Brazilian Printmaking, International Print Center New York (Nova Iorque, 2014), Gravura em campo expandido, Estação Pinacoteca (São Paulo, 2012), Arte em Metrópolis, Instituto Tomie Ohtake (São Paulo, 2006) e Museu Oscar Niemeyer (Curitiba, 2006), Arte Brasileira Hoje, Coleção Gilberto Chateaubriand, MAM-RJ (2005), 11ª Bienal Ibero-Americana de Arte (México,1998), 21ª Bienal Internacional de São Paulo (1991).  Obras estão presentes no MAM-RJ, MAM-SP, Museu de Arte da Pampulha (Belo Horizonte), Coleção IBM (Rio de Janeiro e São Paulo), Museu de Arte Contemporânea do Paraná (Curitiba), Itaú Cultural (São Paulo), Museu de Arte Contemporânea de Niterói (Coleção João Sattamini) e Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (Fortaleza), entre outras.

O Curador

O carioca Frederico Dalton formou-se em cinema pela UFF e é mestre em comunicação pela UFRJ. Estudou fotografia e vídeo na Academia de Arte (Kunstakademie) de Düsseldorf (Alemanha) com Nam June Paik e Nan Hoover. Professor de Artes na FUNARTE, SESC e no Ateliê da Imagem (Rio de Janeiro). Frederico Dalton também é escritor, tendo publicado o e-book “Minificções” pela Amazon.com. Seu trabalho artístico está documentado no livro intitulado “Fotomecanismos”, editado pelo Oi Futuro, Rio de Janeiro, em 2007 e em outras publicações. Vem produzindo textos para exposições e é o idealizador e curador da Galeria Transparente, uma galeria virtual que também se configura como exposição física e que teve exposições e eventos na Fundição Progresso, Sesc Friburgo e Centro Cultural Justiça Federal.

"Arquitetura do Secreto"

Dia 10 de março de 2017, no evento "Sexta Livre", visita guiada e conversa com a artista, o curador e a artista Roberta Barros

Término dia 01 de abril de 2017, às 17h

Ateliê da Imagem Espaço Cultural, Rio de Janeiro

 

 

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