Obras de Fayga Ostrower de 1940-50 no “Encontros de Colecionadores”

Obras de Fayga Ostrower de 1940-50 no “Encontros de Colecionadores”

Mostra promove reunião de 50 gravuras do acervo dos Museus Castro Maya e do Instituto Fayga Ostrower

“Cores de Fayga” é uma edição do Projeto “Encontros de Colecionadores” promovido pelos Museus Castro Maya – Museu Chácara do Céu e Museu do Açude com o objetivo de celebrar a diversidade entre acervos. A mostra traz 50 obras, num passeio pela paleta cromática da artista entre 1940-60, apresentando um pouco da trajetória de mais de 70 anos de Fayga Ostrower (1920-2001). Nesta mostra, “Cores de Fayga”, estão gravuras do Instituto Fayga Ostrower, fundado em 2002, e trabalhos da artista reunidos por Raymundo Ottoni de Castro Maya (1894-1968).  A exposição revela que se Fayga trazia uma obra de visualismo gráfico deslumbrante, Castro Maya era um colecionador múltiplo e essas características resultaram em um valioso conjunto de obras. Em 1952, Castro Maya fundou a Sociedade “Os Amigos da Gravura”, período que justamente define a expressiva produção de Fayga como gravadora.

 O legado de Fayga

 Fayga deixou um conjunto de obras precioso para a humanidade – gravuras, pinturas, desenhos. Foi teórica da Arte – escreveu livros, fez palestras, participou de seminários, foi professora de pós-graduação, presidiu entidades e comissões de arte, inclusive na Unesco. A artista recebeu reconhecimento no Brasil e no exterior. Participou de coletivas, fez individuais no Brasil e no exterior; lançou livros e tornou-se notável na Educação, tendo lecionado em Londres e em Atlanta. Para ela, “o questionamento, a indagação, a compreensão da pesquisa, eis o caminho da criação. Sem dúvida, é difícil ser professor de arte, pois nós, artistas, bem sabemos que arte nem se ensina; a única coisa que é possível fazer, dificílima, é ajudar os outros a formularem perguntas, suas próprias perguntas. Ao formularem as perguntas, estarão encaminhando-se para as possíveis respostas" (livro 'A Arte como Processo na Educação', FUNARTE, Rio de Janeiro, 1981). As obras de Fayga estão em coleções de museus de diversas partes do mundo. No Brasil, destacamos o Prêmio Nacional de Gravura da Bienal de São Paulo (1957) e o Internacional da Bienal de Veneza (1958). As obras de Fayga estão em coleções de museus de diversas partes do mundo. E teve como um de seus admiradores Raymundo Ottoni de Castro Maya.

 O Colecionador

 Raymundo Ottoni de Castro Maya era industrial e viveu de forma abrangente na sua época. Praticou esportes, editou livros, colecionou obras de arte e foi notável ao defender o Patrimônio Histórico, Artístico e Natural. Da mãe, Theodozia Ottoni, que vinha de uma família intelectual liberal, herdou a paixão pela Literatura. E do pai, o engenheiro Castro Maya, que era amigo do imperador Pedro II, herdou o gosto pelo colecionismo. Raymundo apostou especialmente na Arte Moderna Brasileira e na Literatura nacional. Criou a Sociedade dos Bibliófilos, lançando 23 livros, como os de Debret. Fundou sociedades culturais e foi pioneiro em exibir publicamente sua coleção de Arte, garantindo o acesso à Cultura. Foi o primeiro presidente do MAM Rio, em 1948, participando de sua fundação. Criou a Fundação Castro Maya e depois, em 1964, fundou o Museu do Açude.

 O Instituto Fayga Ostrower

 Fundado em 2002, o Instituto Fayga Ostrower tem o objetivo de catalogar, preservar e expor a obra da artista plástica, escritora e educadora. São obras de arte, documentos, escritos, fotografias, filmes e objetos pertencentes à artista. O Instituto tem realizado uma série de eventos como palestras, seminários, exposições e exibição de filmes para divulgar as ideias, as concepções e o espírito da obra e da vida de Fayga Ostrower.

 “Cores de Fayga”
 Abertura dia 1 de dezembro, às 17h30.
Término dia 29 de maio de 2017.
Museu Chácara do Céu, Rio de Janeiro
 
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