“Odires Mlászho” reúne mais de 110 imagens de obras

“Odires Mlászho” reúne mais de 110 imagens de obras

A edição inclui um glossário de procedimentos técnicos escrito pelo próprio Mlászho

   O artista usa materiais como livros, fotografias e gravuras para recortar, colar, esfoliar e criar obras em séries. São enciclopédias e manuais que entram no processo criativo desenvolvido por Mlászho desde a década de 1990 para serem reformuladas em novas obras. “É como se o conjunto da minha obra tivesse uma integridade e cada item coletado fosse uma matéria-prima original que pudesse aceitar uma elaboração, para fazer parte daquele conjunto. De forma compatível, coerente, em constante construção”, explica o artista.

As pessoas e as sociedades

   Mlászho utiliza a representação do corpo humano que encontra em suas pesquisas em ilustrações e fotografias. Seu trabalho, muitas vezes, põe em questão a autoimagem baseada em padrões de beleza, coragem, poder, masculinidade e feminilidade. “A coleta é o primeiro impulso que vai definir a específica natureza das obras. Há uma familiaridade original, anterior a cada item que capturo e trago para o começo da minha atuação, no estúdio”, explica o artista.

Odires Mlászho, Arquibabas 9, 2015, marcas e esfoliação c/faca gráfica s/capas de livros, 32x121,5x7,5 cm

Odires Mlászho, Arquibabas 9, 2015, marcas e esfoliação c/faca gráfica s/capas de livros, 32x121,5x7,5 cm

Capítulos

   “Cavo um fóssil repleto de anzóis”, de 1996, considerada pelo artista sua primeira série consistente, abre a edição. São combinações de bustos de imperadores romanos a retratos em preto e branco de políticos alemães do século XX. A publicação inclui as séries “Mestres açougueiros e seus aprendizes”, “Odisseia”, “Retratos possuídos”, “Matrizes para línguas bifurcada” e a mais recente “Arquibabas – babas geométricas”.

Trajetória do artista

   Odires Mlászho nasceu em Mandirituba, Paraná, em 1960. Radicou-se em São Paulo em 1983, onde vive e trabalha. Em 2013, representou o Brasil na 55ª Bienal de Veneza e, em 2012, foi um dos destaques da Bienal Internacional de São Paulo. Na capital paulista, expôs na Galeria Vermelho (2002, 2010, 2013, 2015 e 2016), no Espaço Nossa Caixa (2004), no Espaço Paul Mitchell (2001), no Centro Cultual São Paulo – CCSP (1996 e 1998) e no A.S. Studio (1997). Em Brasília, no Museu de Arte de Brasília (2003). Fez individual em Paris, na Galerie Anne Barrault (2012). Também participou de exposições coletivas no exterior, em cidades como Milão, Barcelona, Columbus, Paris, Tokyo, Londres, Veneza, Nova York, Copenhagem, Bogotá, Praga, Madrid, Berlin, Frankfurt e Havana.

   Com 240 páginas, bilíngue (português/ inglês), a edição, pela Cobogó, inclui uma entrevista com o artista conduzida pela curadora Ana Paula Cohen. Destaque para a capa em tecido.  

“Odires Mlászho”

Lançamento dia 18 de abril de 2017, às 20h

Galeria Vermelho, São Paulo

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