Os 50 anos da trajetória de Reinaldo Eckenberger

Os 50 anos da trajetória de Reinaldo Eckenberger

A individual reúne mais de quinhentos itens, expondo a ironia e a transgressão que caracterizam a obra do artista

 “Reinaldo Eckenberger - Uma Poética do Excesso” traz um panorama das diversas fases e linguagens do artista argentino, radicado no Brasil. Com curadoria da jornalista e mestre em artes visuais Luciana Accioly e do poeta e editor Claudius Portugal, a mostra é apresentada como uma grande instalação que esbanja a criatividade de Eckenberger, com destaque para o excesso. Com acúmulo exagerado de obras, a montagem da mostra evidencia a desmesura no fazer do artista. A exposição chega ao Rio de Janeiro, depois de ter passado pela Caixa Cultural Salvador.

A montagem da exposição aposta no acúmulo de informações, seguindo a linha de criatividade do artista 

A montagem da exposição aposta no acúmulo de informações, seguindo a linha de criatividade do artista 

Observação reveladora

 Convivendo no mesmo espaço, linguagens, técnicas, suportes e materiais distintos estão integrados. "Cenas de sexo oral, carícias íntimas, perversão, além do fetiche por elementos como o pênis, a língua em riste, o nariz em forma de falo e os olhos expressivos são recorrentes nos desenhos, pinturas, gravuras, cerâmicas, objetos e trabalhos em tecido de Eckenberger", diz Luciana Accioly, que obteve mestrado em artes visuais na Universidade Federal da Bahia (UFBA) com a dissertação “A Poética de Trapos de Reinaldo Eckenberger”. Accioly explica que nossos sentimentos entre um primeiro olhar e uma segunda observação sobre a obra do artista, sofrem inúmeras sensações, realçando que a obra de Eckenberger, como toda obra de Arte, deve ser vista, revista e pensada e repensada.

Eckenberger ousou ao apresentar Arte pop no cenário conservador baiano da década de 1960

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Arte pop na Salvador de 1966

 Atraído pelo Barroco, o artista argentino desembarcou em Salvador em 1965. Sua primeira exposição individual no Brasil foi “Luxo e Lixo, Lixo e Luxo”, em 1966, considerada a primeira mostra de arte pop realizada na Bahia e rendeu ao artista premiação na I Bienal da Bahia, naquele mesmo ano. A partir daí, a poética excessiva do artista, tributária das vanguardas dadaístas, expressionistas e surrealistas, ganhou o mundo. Com 78 anos, Eckenberger fez exposições na Espanha, na Alemanha e na França, durante a década de 1970. Suas obras compõem acervo permanentemente do La Fabouloserie, Museu de Arte Bruta em Dicy, na França. Participou da Bienal Nacional de São Paulo em 1976 e da Bienal Internacional de São Paulo em 1977, além da III Bienal da Bahia, em 2014.

 “Reinaldo Eckenberger - Uma poética do excesso”
 Abertura dia 3 de janeiro, às 19h
 
 Término dia 5 de março, às 21h
  Caixa Cultural, Rio de Janeiro
 
 
Dia 4, a partir das 15h, o artista e a curadora conversam com o
público e, às 16h, realizam visita guiada
 
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