Os azuis de Luiz Aquila em pinturas e desenhos

Os azuis de Luiz Aquila em pinturas e desenhos

A curadora Luiza Interlengui selecionou telas inéditas e desenhos de 1979 para esta individual

A exposição “Luiz Aquila – Pinturas recentes e desenhos reencontrados” apresenta, com curadoria de Luiza Interlengui, oito pinturas inéditas e uma série preciosa de desenhos datados de 1979. Para Aquila, nessa nova série de pinturas, “o espaço da tela é dividido por áreas de cor ou quase padrões, que acentuam intervalos brancos com interferência dos caminhos marcados pelo pincel". A ligação entre a obra recente e os antigos desenhos é explicada pela curadora: “as pinturas recentes de Luiz Aquila, em uma passagem pelo azul, anunciam formas – colunas, nuvens, ondas, grades – logo desestabilizadas por planos irregulares, traçados desalinhados e torções em fuga. Nesses trabalhos, em que intensidades de cor disputam espaço na tela, o artista acolhe pausas luminosas, densas formações do branco, clareiras. Ao aproximá-las de desenhos de 1979 em que também os azuis reverberam, essa exposição traça um arco de ligação, que reafirma a convivência tensa entre desenho e pintura em sua investigação dos limites do quadro”. (...) “A aventura poética de Luiz Aquila transcorre, em grande medida, no desafio a esses limites. O quadro é como um território a ser explorado. Em seu interior se abre um espaço potente, que tudo pode ser (pois nada ainda é). Há uma tentativa de conduzir o fluxo imaginário de uma grande tela em expansão às bordas desse campo, que, tal como um visor, captura rastros de uma constelação de possibilidades da imagem”.

Luiz Aquila, A Pintura e a Catedral Submersa, 2016, 100 x 190

Luiz Aquila, A Pintura e a Catedral Submersa, 2016, 100 x 190

Trajetória influente na Arte contemporânea

Desde os anos 60, Luiz Aquila com o intenso desejo de experimentar, faz ensaios em xilogravura, gravura em metal, litografia, além de desenho e pintura, que desenvolve em todo o seu percurso. Viveu no Rio de Janeiro, Paris, Lisboa, Évora e Londres. Ao longo da carreira, participou de mais de 200 exposições (individuais e coletivas) no Brasil e no exterior, sendo chamado pelo crítico Frederico Morais de “herói de sua própria pintura”. Lecionou na Universidade de Brasília e na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro, onde também foi diretor. Ao longo da vida, Luiz Aquila, como artista e professor, foi influência marcante na “Nova Pintura Brasileira” dos anos 80. Em 2013, comemorou cinco décadas de trajetória com uma grande retrospectiva no Paço Imperial.

Curta-metragem documenta a obra do artista  

Na abertura da individual, foi lançado o documentário de curta-metragem “Aquila, Luiz”, de Luiz Carlos Lacerda. “Sempre sonhei em filmar o Luiz Aquila, um artista que acompanho há muito tempo. Finalmente tomei coragem e consegui”, vibra Lacerda. As tomadas foram feitas em Petrópolis no ateliê do artista, no MAC de Niterói-RJ; e no Rio de Janeiro: Museu de Arte Moderna, Museu Nacional de Belas Artes, Paço Imperial e nas galerias Patrícia Costa e Paulo Branquinho.

Ficha técnica do filme:

Título: “Aquila, Luiz”

Roteiro e direção: Luiz Carlos Lacerda

Produção: Matinê Filmes

Direção de fotografia e câmera: Alisson Prodlik

Assistente de direção: Carla Daniel

Trilha musical: Alfredo Sertã

Edição: Luiz Carlos Lacerda e Alisson Prodlik

 
“Luiz Aquila – Pinturas recentes e desenhos reencontrados”
Término dia 22 de dezembro
Patrícia Costa Galeria de Arte, Rio de Janeiro
O Design visto como um corportamento social

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