Carolee Schneemann é premiada pela Bienal de Veneza 2017

Carolee Schneemann é premiada pela Bienal de Veneza 2017

A artista conceitual vai receber o Leão de Ouro em maio na abertura do evento

   Desde 1986, a Bienal de Veneza escolhe um artista para premiar pelo conjunto da obra, A francesa Christine Macel, curadora da mostra neste ano, afirmou que Schneemann foi "pioneira da performance feminista no início dos anos 1960. Ela usou seu próprio corpo como material predominante de sua arte. Ao fazê-lo, ela situa as mulheres como criadoras e como parte ativa da própria criação". Carolle nasceu na Pensilvânia (EUA), em 1939, e atualmente reside em Hudson Valley, NY. Ela começou a carreira nos anos 1950, mas foi a partir dos anos 1960, quando desenvolveu trabalhos com filmes experimentais, música, dança, poesia e performance, que ficou conhecida.

Carolee Schneemann, Interior Scroll, 1975, performance

Carolee Schneemann, Interior Scroll, 1975, performance

   "Meat Joy" (1964) e "Interior Scroll" (1975) são consideradas obras-chave da arte de performance feminista. Macel analisa que o estilo da artista é “direto, sexual, libertador e autobiográfico. Ela defende a importância do prazer sensual das mulheres e examina as possibilidades de emancipação política e pessoal das convenções sociais e estéticas predominantes. Schneemann reescreve sua história pessoal da arte, recusando a ideia de uma 'história' narrada exclusivamente do ponto de vista masculino".

Conjunto de obra singular

   No currículo recente de Carolee Schneemann temos pintura, fotografia, arte de desempenho e trabalhos de instalação em Los Angeles Museum of Contemporary Art; Whitney Museu de Arte Americana; Museu de Arte Moderna, NYC; Centre Georges Pompidou, Paris. Houve uma retrospectiva no New Museum of Contemporary Art em Nova York intitulado "Até e incluindo seus limites". Apresentou retrospectiva também de obras em filme e vídeo no Centro Georges Pompidou, Paris; Museu de Arte Moderna, NY; National Film Theatre, Londres; Whitney Museum, NY; San Francisco Cinemateca; Arquivos do filme da antologia, NYC.

Carolee Schneemann, Up to and Including Her Limits, 1973, performance

Carolee Schneemann, Up to and Including Her Limits, 1973, performance

   Como professora, Schneemann tem ensinado em muitas instituições, incluindo a Universidade de Nova York, Instituto de Artes da Califórnia, Bard College, a Escola do Instituto de Arte de Chicago. Recipiente de um Art Pace 1999 International Artist Residency, San Antonio, Texas; Fundação Pollock-Krasner (1997, 1998); Guggenheim Fellowship 1993; Grant da Fundação Gottlieb; Bolsa Nacional de Doações para as Artes. Doutor honorário das belas artes, faculdade de Maine da arte, Portland, ME. Lifetime Achievement Award, Associação de Arte da Faculdade, 2000.

Carolee Schneemann, Infinity Kisses II, 1990

Carolee Schneemann, Infinity Kisses II, 1990

   Schneemann publicou alguns livros como “Cezanne, ela era um grande pintor” (1976), trabalho adiantado e recente (1983); “More Than Meat Joy: Performance Works e Selected Writings” (1979, 1997). E ela publicou ainda uma seleção de suas cartas, editadas por Kristine Stiles.

Brasileiros na Bienal

   Quatro artistas brasileiros, Ayrson Heráclito, Erika Verzutti, Ernesto Neto e Paulo Bruscky já têm presença confirmada nesta Bienal. Todos selecionados pela curadora Macel. Bruscky é um dos mais relevantes artistas da história da performance e da arte conceitual no Brasil. Ernesto Neto vem trilhando carreira internacional há quase vinte anos, tendo representado o Brasil na edição de 2001 em Veneza.  

Abertura, dia 13 de maio
57ª Bienal de Veneza, Itália
Lena Bergstein apresenta fotografias pela primeira vez

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Erick Wilson cria mural 3D de baleia em tamanho real

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