Retrospectiva visual inédita sobre Ana C. (1952-1983)

Retrospectiva visual inédita sobre Ana C. (1952-1983)

A exposição apresenta fotografias, vídeos e sons sobre a poeta que marcou a geração dos anos 1970 no Brasil

   Com curadoria de Ana Hortides e Thiago Grisolia, “À mercê do impossível – Ana Cristina Cesar” traz panorama detalhado sobre vida e obra da autora. O objetivo é promover questionamentos e reflexões acerca da obra de Ana C., como ela assinava seus poemas, e prestar homenagem aos 65 anos de nascimento da artista. A exposição é um convite a conhecer “a obra, a biografia e a fortuna crítica a respeito desta de uma das maiores poetas brasileiras do século XX; e,por outro, a mergulhar no prazer de seu texto, e ficar, como diz Ana no verso que dá título à mostra, à mercê do impossível” declara Thiago Grisolia. Acima, detalhe, fotografia de Cecilia Leal de Oliveira - Acervo Instituto Moreira Salles. 

Trajetória rica e breve

   Filha do sociólogo e jornalista Waldo Aranha Lenz Cesar, fundador da Editora Paz e Terra, e de Maria Luiza Cruz, Ana Cristina nasceu em uma família culta e protestante de classe média. Antes mesmo de ser alfabetizada, juntava palavras que eram escritas por sua mãe, formando seus primeiros poemas. Aos 17 anos, fez intercâmbio em Londres onde adquiriu conhecimentos sobreLiteratura, conhecendo a obra de autores como Katherine Mansfield e Emily Dickinson, por exemplo.  De volta ao Brasil, cursou Letras e começou a produzir intensamente poemas e textos, incluindo também esboços e desenhos.

Detalhe de rascunho de Ana C. - Sua obra é referência no Brasil do século XX

Detalhe de rascunho de Ana C. - Sua obra é referência no Brasil do século XX

   Em 1970, inicia publicações em revistas e jornais alternativos firmando-se como referência da chamada “geração mimeógrafo”. Em 1979, lança dois livros de forma independente “Cenas de Abril” e “Correspondência Completa”. Fez mestrado em Comunicação na UFRJ e retornou a Londres onde fez outro mestrado na Universidade de Essex. De volta ao Rio de Janeiro, publica “Literatura não é documento” (1980), fruto de sua pesquisa acadêmica, “Luvas de Pelica” (1980) escrito na Inglaterra, e “A teus pés” (1982).

   Após sua morte, em 1983, outras edições foram lançadas com seus poemas e textos como “Poética (2013). Por pedido da própria Ana, o amigo e poeta Armando Freitas Filho assume a responsabilidade de cuidar postumamente de suas publicações. Armando é organizador e o Acervo está sob tutela do Instituto Moreira Salles. Porém, é notícia que houve censura por parte da família sobre fatos da vida de Ana, como as cartas que recebia do escritor Caio Fernando Abreu.

Ana Cristina Cesar - Acervo Instituto Moreira Salles                          Foto Cecilia Leal de Oliveira

Ana Cristina Cesar - Acervo Instituto Moreira Salles                          Foto Cecilia Leal de Oliveira

Quatro núcleos

   A exposição se divide em diferentes núcleos – textual; fotográfico e videográfico; sonoro e infantil. Este foi concebido a partir de um pequeno conto “O conde que tinha o rei na barriga”, escrito pela poeta na infância. Estão programadas, durante a exposição, atividades dirigidas com educadores como a contação de histórias,  Seminário e lançamento de catálogo da mostra.

 “À Mercê do impossível – Ana Cristina Cesar”

 Abertura dia 21 de março de 2017, às 19h

 Seminário, dia 1º de abril de 2017

14h – Biografia/Ficção – Palestrantes: Heloísa Buarque de Hollanda e Armando Freitas Filho

16h – Intimidade/Mostração/Confissão – Palestrantes: Alice Sant’Anna, Italo Moriconi e Luciana diLeone

18h – Corpo/Crítica/Clínica – Palestrantes: Flavia Trocoli e Roberto Corrêa dos Santos; e Lançamento do catálogo

Término dia 7 de maio de 2017, às 21h.

Caixa Cultural, Rio de Janeiro

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